O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assegurou que a resposta do Judiciário às supostas irregularidades no caso Banco Master e vazamentos de mensagens ocorrerá estritamente dentro da legalidade. A declaração reforça o compromisso com o devido processo legal em meio à crise que afeta a Corte.
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Fachin defende legalidade no Judiciário
Fachin enfatizou que “a gravidade dos fatos não autoriza atalhos”, destacando que o compromisso com a legalidade e as garantias constitucionais deve ser ainda maior diante de desafios. Ele prometeu que a apuração dos fatos seguirá os procedimentos estabelecidos pela Constituição Federal e pelo ordenamento jurídico, visando a preservação das instituições da República.
Lula cobra igualdade e transparência
Ao lado de Fachin, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a aplicação da legislação brasileira deve ser a mesma para todos os cidadãos, sem privilégios. Lula criticou a “indústria da fake news” e os “vazamentos seletivos” por interesses políticos e econômicos, alertando para os riscos que essas práticas representam à democracia brasileira.
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Entenda a crise no STF
A crise no Poder Judiciário se intensificou com o pedido de abertura de inquérito do ministro André Mendonça contra o ministro Alexandre de Moraes. O relatório da Polícia Federal apontou indícios de relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso por fraudes no Banco Master. Em resposta, Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra a atuação de Mendonça em processos relacionados a operações da Polícia Federal.
A Corte aguarda as manifestações de Mendonça e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em cinco dias, período crucial para os próximos desdobramentos da crise que exige transparência e rigor legal do Judiciário.