Os fundos de índice de Bitcoin à vista nos Estados Unidos registraram na quinta-feira (3) a maior captação diária desde janeiro, somando US$ 730,9 milhões. O movimento ocorreu em meio à valorização do Bitcoin, que superou os US$ 81 mil, e foi impulsionado pelo recuo nas expectativas de alta de juros pelo Federal Reserve (Fed).
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Sinal do Fed impulsiona ativos de risco
A mudança no cenário de juros veio após declarações do dirigente Christopher Waller, que sinalizou preferência por manter as taxas estáveis caso a desaceleração da inflação se confirme. Essa fala reduziu as chances de alta de juros em setembro de 63,2% para 50,4%, segundo a ferramenta FedWatch da CME. O mercado interpretou o tom como um “sinal verde” para ativos de risco, como as criptomoedas.
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BlackRock lidera fluxo de investimentos
Entre os fundos, o IBIT da BlackRock se destacou, captando cerca de US$ 454 milhões. O ARKB da Ark e 21Shares atraiu US$ 138 milhões, e o FBTC da Fidelity, US$ 74 milhões. Este desempenho contrasta com a terça-feira anterior, que registrou uma saída de US$ 236 milhões dos ETFs de Bitcoin. Desde o lançamento em janeiro de 2024, as entradas líquidas acumuladas nos ETFs somam US$ 55,44 bilhões.
Empresas de cripto acompanham otimismo
O otimismo se estendeu às empresas do setor. A Strategy, maior detentora corporativa de Bitcoin, valorizou 17,6%. A Coinbase avançou 10%, e a Circle fechou em alta de 16,5%. A correlação de 90 dias entre Bitcoin e ouro atingiu o maior nível em seis anos, acima de 50%, enquanto a correlação com o S&P 500 caiu para perto de zero. O mercado agora observa se as entradas acima de US$ 500 milhões se sustentarão nas próximas sessões.