O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu representantes da sociedade civil para debater o mercado de casas de apostas eletrônicas, as “bets”. Uma decisão governamental sobre a regulamentação ou proibição do setor é esperada em breve, com potencial impacto para usuários e a economia.
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Audiência com a sociedade civil
A reunião, conduzida pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, incluiu entidades de proteção à criança, saúde, comércio e economia. Ministros como Alexandre Padilha (Saúde) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) também participaram. O objetivo foi coletar opiniões antes de uma solução definitiva, conforme sugerido por Lula.
Impactos sociais e econômicos das apostas eletrônicas
Foram apresentados apelos pela proibição das bets e relatos sobre o potencial destrutivo das apostas. Casos de endividamento familiar e o aumento da inadimplência no comércio foram destacados. Sugeriu-se a criação de uma secretaria extraordinária para combater apostas ilegais.
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Saúde e dependência em apostas
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, revelou que o atendimento do SUS para viciados em apostas saltou de 600 para 100 mil mensais. Desse total, 55% são mulheres. Uma proposta de Resolução da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o tema é liderada por Brasil, Espanha e Canadá. O SUS Digital oferece suporte para tratamento.
Perdas financeiras das famílias
As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets em 2025, considerando o período de outubro de 2024 a março de 2026. Esse valor líquido representa a diferença entre o dinheiro apostado e os prêmios. As transações via Pix para as casas de apostas movimentaram quase R$ 351 bilhões no mesmo período.
Lula considera as bets “um mal para a sociedade” e defende seu fim, mas pondera as implicações de uma decisão. O governo deve anunciar sua posição ainda esta semana, após a consulta pública.