Junho começa nesta segunda-feira (1º) trazendo uma mudança importante para milhões de brasileiros: apesar da aproximação do inverno, o mês deve registrar temperaturas acima da média em grande parte do país.
A previsão foi divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e por meteorologistas da Climatempo. Os dois prognósticos indicam um cenário de calor acima do normal em diversas regiões, além de chuvas mais frequentes em áreas específicas do Norte, Nordeste e Sul.
Mas afinal: junho será mais frio ou mais quente? Vai chover mais? E o que esperar na sua região?
O Resumo explica e descomplica para você.

Junho será mais frio que maio?
Não necessariamente.
Segundo a Climatempo, o frio deve ser menos intenso do que o observado em maio em boa parte do país.
Embora massas de ar frio continuem avançando pelo Sul e pelo Sudeste, a tendência geral é de temperaturas acima da média histórica para o mês.
Quando começa o inverno?
O inverno de 2026 começa oficialmente em:
21 de junho, às 5h24 (horário de Brasília).
Até lá, o Brasil ainda estará no período de transição entre o outono e a estação mais fria do ano.
O Brasil terá temperaturas acima da média?
Sim.
De acordo com o Inmet, praticamente todas as regiões brasileiras devem registrar temperaturas acima da média climatológica de junho.
Em alguns pontos do país, os desvios podem chegar a:
- 1°C acima da média;
- 1,5°C acima da média histórica.
As maiores anomalias devem ocorrer em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Como fica a Região Sul?
O Sul deve ter um dos meses mais chuvosos do país.
O Rio Grande do Sul apresenta previsão de chuva acima da média em praticamente todo o estado.
Mesmo com a chegada de frentes frias, as temperaturas devem permanecer ligeiramente acima dos padrões históricos.
Como fica a Região Sudeste?
A previsão indica:
- menos chuva em boa parte de São Paulo;
- chuva abaixo da média no sul de Minas Gerais;
- temperaturas acima da média em todos os estados.
O início do período seco deve ganhar força ao longo do mês.
Como fica a Região Centro-Oeste?
A tendência é de:
- pouca chuva;
- temperaturas acima da média;
- redução gradual da umidade do ar.
Estados como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul podem enfrentar períodos mais secos ao longo de junho.
Como fica a Região Nordeste?
O cenário é dividido.
Algumas áreas devem receber chuva acima da média, especialmente:
- Rio Grande do Norte;
- Paraíba;
- Pernambuco;
- Alagoas;
- norte do Maranhão;
- norte do Piauí.
Já as temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte da região.
Como fica a Região Norte?
A previsão indica chuva acima da média em áreas como:
- Pará;
- Amapá;
- Amazonas.
Ao mesmo tempo, a maior parte da região deve registrar temperaturas superiores aos padrões históricos de junho.
O El Niño já influencia o clima?
Segundo a Climatempo, o fenômeno El Niño ainda não deve exercer influência significativa sobre o clima brasileiro durante junho.
Os impactos mais relevantes poderão ser observados nos próximos meses, caso o fenômeno continue se fortalecendo.
O que esperar para o mês?
De forma geral, junho deve ser marcado por:
- temperaturas acima da média em grande parte do Brasil;
- chuva acima da média em áreas do Norte, Nordeste e Rio Grande do Sul;
- período seco avançando no Centro-Oeste e Sudeste;
- início oficial do inverno em 21 de junho.
Para quem esperava um mês dominado pelo frio intenso, os prognósticos indicam um cenário diferente: o inverno começa em junho, mas o calor ainda deve aparecer com frequência em muitas regiões brasileiras.
O Resumo em pontos
Veja rapidamente o que esperar do clima em junho de 2026.
Junho será mais frio que maio?
Não necessariamente. A previsão indica temperaturas acima da média em boa parte do país.
Quando começa o inverno?
O inverno começa oficialmente em 21 de junho de 2026, às 5h24, horário de Brasília.
Vai chover mais onde?
Principalmente em áreas do Norte, Nordeste e no Rio Grande do Sul.
Quais regiões terão mais calor?
Centro-Oeste, Sudeste e parte do Sul devem registrar temperaturas acima da média histórica.
O El Niño já afeta junho?
Segundo a Climatempo, o fenômeno ainda não deve ter impacto relevante no Brasil durante este mês.