A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando todos os cenários de segundo turno testados pelo instituto. Na principal simulação, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Mas o que esses números realmente significam? E o que ainda não é possível concluir? O Resumo explica.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
O que a pesquisa mostra?
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os números divulgados foram:
| Candidato | Intenção de voto |
|---|---|
| Lula (PT) | 45% |
| Flávio Bolsonaro (PL) | 37% |
| Branco, nulo ou não votaria | 14% |
| Indecisos | 4% |
Em relação ao levantamento anterior, Lula oscilou um ponto percentual para cima e Flávio Bolsonaro um ponto para baixo, ampliando a diferença entre os dois.
O instituto também simulou outros cenários de segundo turno. Em todos eles, Lula aparece numericamente à frente de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
A pesquisa significa que a eleição já está decidida?
Não.
Esse é um dos erros mais comuns na interpretação de pesquisas eleitorais.
Uma pesquisa representa um retrato do momento em que foi realizada. Ela mostra como os entrevistados responderam naquele período específico, mas não prevê automaticamente o resultado da eleição.
Como a campanha oficial ainda está em andamento e ainda haverá debates, propaganda eleitoral, eventos políticos e mudanças no cenário econômico, as intenções de voto podem mudar até o dia da votação.
O que significa margem de erro?
A margem de erro indica que os percentuais apresentados podem variar para mais ou para menos dentro de um intervalo estatístico.
No caso desta pesquisa, a margem é de 2 pontos percentuais.
Isso significa, por exemplo, que um candidato com 45% pode estar, estatisticamente, entre 43% e 47%.
Por isso, institutos e especialistas evitam afirmar que uma diferença muito pequena representa vantagem consolidada.
E o empate técnico?
Quando os intervalos de margem de erro de dois candidatos se sobrepõem, costuma-se dizer que há empate técnico.
Isso não significa que ambos estejam exatamente empatados nas intenções de voto, mas sim que, considerando a margem estatística da pesquisa, não é possível afirmar com segurança que um esteja à frente do outro.
Neste levantamento específico, a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno é maior do que em rodadas anteriores.
O que mudou desde os últimos levantamentos?
Comparando os dados mais recentes com as pesquisas anteriores da própria Quaest, observa-se:
- Lula manteve crescimento gradual nas simulações de segundo turno.
- Flávio Bolsonaro apresentou oscilação negativa em relação aos levantamentos anteriores.
- A vantagem entre ambos aumentou em comparação com meses em que apareciam em empate técnico.
Também houve mudança na avaliação do governo. Pela primeira vez em cerca de um ano, a aprovação numérica da gestão Lula (48%) ficou ligeiramente acima da desaprovação (47%), dentro dos dados divulgados pelo instituto.
O que ainda não é possível saber?
Mesmo com a divulgação da pesquisa, diversas perguntas permanecem sem resposta.
Entre elas:
- Como será o desempenho dos candidatos durante a campanha oficial?
- Os debates mudarão a opinião dos eleitores?
- O cenário econômico influenciará a decisão de voto?
- Outros acontecimentos políticos poderão alterar o quadro atual?
Por isso, pesquisas sucessivas costumam ser mais úteis para observar tendências ao longo do tempo do que um único levantamento isolado.
O que dizem os especialistas?
Pesquisadores da área eleitoral costumam destacar que levantamentos de intenção de voto são instrumentos estatísticos para medir o humor do eleitorado em determinado momento.
Eles ajudam partidos, candidatos, pesquisadores e a própria sociedade a acompanhar tendências, mas não substituem a decisão que será tomada pelos eleitores nas urnas.
O que muda para o eleitor?
Na prática, a nova pesquisa oferece uma fotografia atualizada do cenário eleitoral.
Ela permite acompanhar como evoluem as intenções de voto, mas não altera regras da eleição nem define quem vencerá o pleito.
Para quem acompanha a corrida presidencial, o mais importante é observar a evolução dos levantamentos ao longo das próximas semanas e comparar diferentes institutos, metodologias e períodos de coleta.
A nova Genial/Quaest
A nova Genial/Quaest mostra Lula liderando os cenários testados para a eleição presidencial de 2026, inclusive na principal simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, a pesquisa reforça um ponto importante: faltando ainda semanas para a votação, os números representam apenas o momento atual do eleitorado. Campanhas, debates, fatos políticos e decisões dos próprios eleitores ainda podem alterar o cenário até o dia da eleição.