A revolução dos pagamentos digitais se aproxima, com a inteligência artificial (IA) despontando como um novo e poderoso intermediário. Grandes bandeiras como Visa, Mastercard e Elo já se preparam para a chegada de agentes de IA capazes de gerenciar compras completas em nome dos usuários.
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Agentes de IA redefinem compras
Diferente dos cartões de crédito e débito, que conectam clientes a bancos e comerciantes, os agentes de IA atuarão pesquisando produtos, comparando preços e concluindo transações. Essa tecnologia promete uma autonomia sem precedentes, onde o consumidor pode ter uma compra finalizada sem intervenção direta, apenas percebendo a chegada do produto.
Adoção e desafios de confiança
Apesar do potencial, a indústria reconhece incertezas sobre o cronograma de adoção. Eduardo Merighi, vice-presidente de tecnologia da Elo, aponta a necessidade de construir confiança e superar desafios de segurança. Historicamente, grandes mudanças em meios de pagamento levam cerca de dez anos para se popularizar, embora a IA possa acelerar esse processo.
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Mercado trilionário e ações no Brasil
O comércio via agentes de IA para consumidores (B2C) pode movimentar entre US$ 3 trilhões e US$ 5 trilhões globalmente até 2030, segundo a consultoria McKinsey & Company. O Brasil, impulsionado pelo sucesso do Pix, é visto como um mercado promissor.
No país, a Elo expandiu um agente de IA com a Decolar para compra de passagens, exigindo apenas a palavra final do usuário. Visa e Mastercard realizaram testes de transações agênticas em março. A Visa firmou parceria com a OpenAI para comércio agêntico nos EUA, enquanto a Mastercard foca no Agent Pay, uma infraestrutura de segurança para pagamentos autônomos, incluindo soluções para empresas (Agent Pay For Machines).
As empresas do setor intensificam investimentos para se adaptar a essa nova fronteira tecnológica, que promete transformar a forma como as transações financeiras são realizadas nos próximos anos.