O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça se tornou alvo de um pedido de investigação por parte do colega Alexandre de Moraes. A medida ocorre após Mendonça divulgar um relatório da Polícia Federal (PF) que aponta contatos entre o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Moraes.
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Relatório da PF e a reação do PGR
Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF na terça-feira (1º), sugerindo que o plenário do STF analisasse os elementos. O documento detalha mensagens e contatos entre Vorcaro e Moraes. Em resposta, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, criticou a investigação, afirmando que a apuração seria nula por não ter sido solicitada pelo Ministério Público ou pela própria PF.
Moraes pede investigação contra Mendonça
Na quinta-feira (3), Alexandre de Moraes encaminhou a Edson Fachin um pedido para investigar Mendonça. Moraes apontou possíveis indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. O ministro alegou que Mendonça teria interferido na condução de investigações sobre o Banco Master e o INSS, além de ter tratado de forma irregular uma possível delação.
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Decisão de Fachin e próximos passos
Nesta sexta-feira (4), Fachin retirou o pedido de Moraes do âmbito do inquérito das fake news. Ele determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Mendonça apresentem manifestações sobre o caso em cinco dias úteis. Com isso, os procedimentos envolvendo os ministros passam a tramitar sob a condução da Presidência do STF, intensificando a crise institucional.
A crise entre os ministros continua a repercutir no ambiente político, e os próximos passos dependem das manifestações da PGR e de Mendonça.