Apenas **um em cada cinco motociclistas** que trabalham com aplicativos no Brasil possui cobertura previdenciária, segundo dados do IBGE. Essa baixa adesão, que atinge **80% da categoria**, deixa milhares de trabalhadores desprotegidos contra acidentes, doenças e na aposentadoria.
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Baixa cobertura para motociclistas de aplicativo
O Brasil conta com cerca de **405 mil motociclistas de aplicativos**, mas apenas **79 mil (19,4%)** contribuem para a previdência social. Em comparação, 62,4% dos trabalhadores do setor privado e 31% de todos os motociclistas do país têm essa proteção. A falta de cobertura impede o acesso a benefícios essenciais como aposentadoria, auxílio por incapacidade e pensão por morte, conforme aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE.
Crescimento e rendimento da categoria
O número de motociclistas de aplicativo **dobrou entre 2022 e 2025**, passando de 211 mil para 405 mil. Em 2025, esses profissionais recebiam, em média, **R$ 2.221 mensais** líquidos, após descontos de gastos como combustível. O rendimento médio por hora dos plataformizados (R$ 11,4) era **12,9% superior** ao dos motociclistas não ligados a apps (R$ 10,1).
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Motoristas de aplicativo também sofrem com a falta de proteção
A situação de vulnerabilidade se estende aos motoristas de aplicativos, que somavam **905 mil pessoas** em 2025. Desses, apenas **25,5% tinham cobertura previdenciária**. Diferentemente dos motociclistas, os motoristas de app apresentavam um rendimento por hora inferior aos não plataformizados (R$ 14,4 contra R$ 16).
A situação dos trabalhadores de aplicativo reforça o debate sobre a **regulamentação da atividade** para garantir direitos básicos e segurança social a uma categoria em **rápida expansão** no país.