O JP Morgan rebaixou a recomendação das ações da Intelbras (INTB3) de compra para neutra, citando uma perspectiva mais fraca para os resultados da empresa nos próximos meses. Apesar da cautela, o banco ainda projeta um potencial de valorização de 22,3% para os papéis.
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Perspectiva de resultados mais fraca
O JP Morgan projeta crescimento de receita de 3,1% para a Intelbras no segundo semestre de 2026, abaixo dos 4,2% da primeira metade do ano. A pressão principal virá do segmento de ICT, com redução nas vendas de equipamentos de fibra e capacidade máxima atingida no primeiro semestre. Uma pesquisa do banco com revendedores também indicou deterioração das expectativas em todos os segmentos.
Margens sob pressão
As margens de lucro da Intelbras devem acompanhar essa desaceleração. O pico de rentabilidade, com margem Ebitda de 14,7% no segundo trimestre de 2026, foi impulsionado por repasse de preços e estoques de baixo custo. Contudo, com a renovação desses estoques, o banco estima uma margem Ebitda de 13,9% para o segundo semestre.
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Apoio dos benefícios fiscais
Apesar do cenário operacional, os benefícios fiscais continuam sendo um suporte para a Intelbras. Em 2025, R$ 336 milhões do lucro antes de impostos (EBT) vieram de incentivos de ICMS. Embora a reforma tributária preveja a substituição do ICMS pelo IBS, a empresa possui outros mecanismos, como incentivos da SUDAM e benefícios de P&D, que devem manter a carga tributária baixa, projetada em cerca de 8% a partir de 2033.
Investidores devem monitorar de perto os próximos balanços da Intelbras para avaliar a materialização das projeções do JP Morgan e o impacto da transição fiscal a longo prazo. Para mais informações sobre análises de mercado, consulte o site oficial do JP Morgan.