O Brasil registrou 2 milhões de pessoas trabalhando por meio de aplicativos em 2025, revelou o IBGE. Esses profissionais, que incluem motoristas e entregadores, enfrentam jornadas de trabalho mais longas e menor contribuição para o INSS.
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Crescimento do trabalho por aplicativos
A pesquisa Pnad Contínua do IBGE aponta que 1,8 milhão desses trabalhadores usam os apps como atividade principal, um aumento de 36,8% desde 2022. O contingente total de 2 milhões supera a população de cidades como Curitiba. A maioria, 53,9% (1,1 milhão), atua no transporte de passageiros, seguida por entregadores de comida e produtos, com 29,9% (585 mil).
Jornada estendida e menor contribuição
Os profissionais de aplicativos têm uma jornada média semanal de 44,7 horas para o trabalho principal, superando em 5,4 horas a média de outros setores. Além disso, a pesquisa destaca que esses trabalhadores contribuem menos para o INSS, o que gera preocupações sobre sua proteção social. O IBGE ressalta que, embora as plataformas digitais criem oportunidades de renda, as condições laborais representam um desafio significativo.
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Impacto no mercado nacional
Os cerca de 2 milhões de plataformizados representam 1,9% da população ocupada do país. A proporção é maior no Sudeste, atingindo 2,4%, e menor nas regiões Sul e Norte, com 1,4%. Os dados incluem também 182 mil que usam os apps para trabalho secundário, modalidade investigada pela primeira vez em 2025.
Os resultados do IBGE reforçam a urgência de debater políticas públicas que garantam melhores condições e segurança para essa crescente força de trabalho no Brasil.