O Instituto Inhotim, maior museu a céu aberto do mundo, está empenhado em garantir sua sustentabilidade financeira a longo prazo. A diretora-presidente Paula Azevedo lidera o projeto Inhotim 2030, que visa diversificar as fontes de receita e assegurar a perenidade da instituição.
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Novo modelo de financiamento
Com um orçamento global de R$ 90 milhões, o Inhotim busca um modelo de financiamento equilibrado. A meta é que a receita própria, doações e sustentação financeira própria representem um terço cada do total, garantindo maior estabilidade.
Atualmente, 50% dos recursos vêm da Lei Rouanet e 18% de receita própria. O plano é elevar a participação da receita própria para cerca de 30%, mantendo a Lei Rouanet entre 35% e 38%.
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Estratégias de receita própria
Para impulsionar a receita própria, o instituto foca em bilheteria, eventos, alimentação e produtos licenciados. A loja institucional, por exemplo, aumentou seu faturamento de R$ 3 milhões para R$ 8 milhões anuais em dois anos.
Parcerias estratégicas, como a do Grupo Capim Santo na área de alimentação, e a ampliação de eventos corporativos e sociais também são pilares importantes.
Parcerias de longo prazo
A captação de recursos inclui contratos de longo prazo com grandes parceiros. A Vale atua como mantenedora em um acordo de dez anos, válido até 2032, enquanto Grupo Ultra, Cemig e Nubank têm contratos de quatro anos.
Essa abordagem visa proteger o instituto das oscilações do mercado e assegurar o planejamento financeiro do projeto Inhotim 2030.
Além da diversificação, o Inhotim constrói uma reserva de caixa de emergência para um ano de operação, reforçando sua segurança financeira. O compromisso de manter a gratuidade às quartas-feiras e no último domingo do mês permanece, assegurando o acesso público à arte e natureza.