A Uber anunciou o corte de aproximadamente 3.300 postos de trabalho, o que representa cerca de 10% de sua força global de funcionários. A medida faz parte de uma ampla reestruturação organizacional que visa eliminar níveis hierárquicos, consolidar equipes e, principalmente, reduzir custos operacionais da gigante de tecnologia.
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Impacto nas operações e quadro de funcionários
Os desligamentos afetam uma parcela significativa dos cerca de 34 mil empregados que a Uber possuía globalmente no final do ano passado. Esta é a maior onda de demissões na empresa desde maio de 2020, quando aproximadamente 6.700 funcionários foram dispensados devido à queda na demanda por serviços de transporte durante a pandemia.
Motivações estratégicas da reestruturação
Em comunicado interno, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, explicou que o crescimento da empresa nos últimos cinco anos trouxe uma complexidade indesejada, com mais níveis hierárquicos e responsabilidades fragmentadas. A reestruturação busca tornar a Uber mais simples e ágil, criando capacidade para investir em seu futuro, incluindo a mobilidade autônoma e a expansão de seus negócios principais. A decisão também reflete a preocupação de investidores com o avanço de rivais no mercado de veículos autônomos, como a Waymo, que podem ameaçar a liderança da Uber nos Estados Unidos.
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Próximos passos da empresa
As economias geradas com os cortes serão reinvestidas em crescimento, inovação e no desenvolvimento de competências consideradas cruciais para os próximos anos. A empresa busca, com isso, fortalecer sua posição no mercado e otimizar a alocação de seus recursos humanos e financeiros para as maiores oportunidades futuras, conforme noticiado por agências internacionais.