O mercado de trabalho privado dos Estados Unidos registrou uma desaceleração em agosto, criando 38 mil novas vagas, número abaixo das 47 mil esperadas por analistas. Essa performance, divulgada pela Automatic Data Processing (ADP) em parceria com o Stanford Digital Economy Lab, indica um arrefecimento na economia americana, com impacto na geração de empregos.
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O desempenho no período foi puxado principalmente pelo setor de serviços, responsável por 48 mil das novas contratações, seguido pela construção, que adicionou 12 mil postos. Esses segmentos compensaram parcialmente as perdas em outras áreas da economia.
Queda na indústria e mineração
Em contrapartida, alguns setores registraram perdas significativas em agosto. A indústria fechou 10 mil postos de trabalho, com as manufaturas cortando 17 mil vagas no mesmo período. O setor de extração e mineração também contribuiu para o saldo negativo, eliminando outros 5 mil empregos.
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Houve uma revisão dos números de julho, com o total de empregos abertos no mês anterior passando de 44 mil para 46 mil, mostrando um ajuste positivo nos dados passados.
Salários perdem força no longo prazo
Apesar de um avanço anual de 4,7% nos salários brutos em agosto (acima dos 4,4% de julho), e de 7,3% para quem trocou de emprego, a tendência geral é de desaceleração. Segundo Liv Wang, do Stanford Digital Economy Lab, o crescimento salarial vem perdendo ritmo há quatro anos.
Essa perda de força é mais evidente entre os trabalhadores de menor remuneração, cujos ganhos agora crescem mais lentamente do que antes da pandemia. A desaceleração na criação de vagas e no crescimento salarial sugere um cenário de cautela para a economia dos EUA, com os próximos relatórios sendo cruciais para confirmar a tendência.