Donald Trump adotou uma nova tática para forçar o Federal Reserve (Fed) a reduzir as taxas de juros dos Estados Unidos. Após a divulgação de um relatório de emprego robusto, o ex-presidente ameaça usar a política comercial para pressionar o banco central, liderado por Kevin Warsh.
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Trump exigiu que o Fed diminua os juros, sugerindo que, caso contrário, ele parará de negociar com países que têm déficit comercial com os EUA. Ele classificou essa abordagem como “melhor do que tarifas”, intensificando a pressão sobre a gestão atual, que ele aconselha a ser “patriota pela primeira vez”.
Dados de emprego impulsionam debate
A economia dos EUA criou 162 mil empregos em agosto, superando as expectativas e reforçando a força do mercado de trabalho. A taxa de desemprego permaneceu em 4,1%, mesmo patamar de julho. Trump argumenta que a robustez econômica deveria justificar custos de financiamento menores, apesar da dívida do país ter atingido US$ 40 trilhões.
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Impacto no mercado e perspectiva do Fed
Atualmente, os juros americanos estão entre 3,50% e 3,75% ao ano, e o mercado aposta em um aumento na próxima reunião, marcada para os dias 15 e 16 de setembro. A Capital Economics avalia que os dados de emprego dificultam a manutenção dos juros atuais, enquanto a Oxford Economics prevê que o Fed pode manter a taxa estável, aguardando dados de inflação.
O cenário indica que a decisão do Fed sobre os juros será crucial, com a expectativa de que os próximos dados de inflação, a serem divulgados na próxima semana, influenciem diretamente a política monetária americana.