O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, está finalizando uma ordem executiva que permitirá a pecuaristas e agricultores processarem seus próprios alimentos. A medida busca combater o domínio de grandes frigoríficos e aliviar a pressão sobre os preços da carne no país.
Monopólio e o preço da carne
Trump criticou o que chamou de um “monopólio nefasto” de quatro grandes empresas que controlam cerca de 85% do processamento de carne bovina nos EUA. Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing são as principais companhias visadas pela iniciativa.
A iniciativa surge em um cenário de alta nos preços da carne, com a libra de carne moída atingindo US$ 6,82 em junho de 2026, um aumento de 79% desde 2019.
Medidas e impacto esperado
A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, indicou que “grandes anúncios” sobre o processamento de carne bovina virão a partir de segunda-feira (31). As ações incluem ampliar a capacidade de venda interestadual, apoiar pequenos frigoríficos e rever regulamentações consideradas desatualizadas.
A expectativa é que a ordem ajude a diversificar o mercado, reduzindo a dependência dos produtores e, potencialmente, estabilizando os custos para os consumidores americanos.
Contexto de mercado
O rebanho bovino dos Estados Unidos está no menor nível em 75 anos, o que, somado à alta demanda e restrições de importação de gado mexicano em 2025, contribui para a elevação dos preços. A medida de Trump visa equilibrar a oferta e a demanda, oferecendo mais alternativas aos produtores.
Os próximos dias serão cruciais para entender os detalhes e o cronograma de implementação da ordem, com o governo buscando respostas para a inflação alimentar antes das eleições de meio de mandato em novembro.