O Bitcoin busca estabilidade neste sábado (29) após uma forte desvalorização que derrubou seu preço de US$ 81 mil para US$ 76 mil na sexta-feira (28), impactando o mercado de criptomoedas globalmente. A maior criptomoeda do mundo opera na região de US$ 77,7 mil, com uma leve recuperação na semana, mas ainda em baixa nas últimas 24 horas.
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Juros nos EUA pressionam criptomoedas
A queda foi desencadeada por declarações de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, no Simpósio de Jackson Hole. Warsh expressou preocupação com a inflação americana, que, segundo o Índice de Preços de Gastos de Consumo Pessoal (PCE), atingiu 3,7% em agosto, acima da meta de 2% do Fed. Essa sinalização levou investidores a antecipar uma nova alta dos juros americanos.
A probabilidade de um aumento de 0,25 ponto percentual em setembro, elevando a taxa para 3,75% a 4% ao ano, saltou de 35,7% para 57%, conforme a ferramenta FedWatch do CME Group. Juros mais altos nos Estados Unidos tendem a diminuir o interesse por ativos considerados mais arriscados, como o Bitcoin e outras criptomoedas. Para mais informações sobre a política monetária do Fed, consulte o site oficial do Federal Reserve.
Mercado registra liquidações milionárias
A rápida desvalorização do Bitcoin gerou um impacto significativo no mercado de derivativos. Estimativas de veículos especializados indicam que entre US$ 480 milhões e US$ 490 milhões em posições de futuros de criptomoedas foram liquidadas em apenas 24 horas. Essas liquidações forçadas podem intensificar os movimentos de queda, especialmente em períodos de alta volatilidade.
Próximos passos para o Bitcoin
As atenções do mercado se voltam agora para a próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) em setembro. Os próximos indicadores de inflação, emprego e atividade econômica serão cruciais para definir se o Fed elevará novamente os juros. No setor de criptomoedas, investidores também acompanharão os fluxos dos ETFs de Bitcoin e a capacidade do BTC de manter níveis técnicos importantes após as recentes liquidações. A continuidade das entradas nos ETFs, combinada com a estabilização das posições alavancadas, pode aliviar a pressão sobre o mercado.