📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
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- O mercado ilegal de contrabando e pirataria gerou perdas de R$ 473,2 bilhões no Brasil em 2025.
- Este valor representa 3,75% do PIB nacional, superando a média latino-americana.
- Vestuário e bebidas alcoólicas são os setores mais afetados por essas atividades ilícitas.
- As perdas incluem impacto nas cadeias de produção e na arrecadação de impostos.
O Brasil enfrentou um prejuízo de quase R$ 500 bilhões em 2025 devido ao mercado ilegal de produtos piratas e contrabandeados, conforme levantamento do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). Este montante representa uma fatia significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do país, evidenciando o impacto econômico direto.
Impacto bilionário na economia
As perdas estimadas pelo FNCP, que totalizam R$ 473,2 bilhões, são divididas em R$ 326,3 bilhões referentes a prejuízos nas cadeias de produção e R$ 146,9 bilhões decorrentes da sonegação fiscal. O valor de 3,75% do PIB brasileiro é superior à média de 2% observada em outros países da América Latina, segundo a Aliança Latino-Americana Anticontrabando (Alac).
Setores mais atingidos e crescimento das perdas
Entre os 15 setores da economia que fornecem dados ao FNCP, o vestuário e as bebidas alcoólicas respondem por mais da metade do total das perdas. Outros segmentos impactados incluem combustíveis, material esportivo, higiene pessoal, cosméticos e cigarros. Desde 2014, quando as perdas eram de R$ 100 bilhões, o valor tem crescido, embora o ritmo de aumento tenha desacelerado nos últimos anos.
Um estudo da Associação pela Indústria e Comércio Esportivo (Ápice) revelou que 34% dos artigos esportivos consumidos em 2025 eram falsificados, totalizando 225 milhões de peças. A camisa de time de futebol é apontada como o produto mais pirateado, conforme o Fórum.
Desafio contínuo para o país
O presidente do FNCP, Edson Vismona, alerta que o valor real das perdas pode superar os R$ 500 bilhões, pois apenas uma parcela dos setores afetados divulga seus números. A ilegalidade continua a ser um desafio persistente, exigindo atenção constante das autoridades e da sociedade para mitigar seus efeitos na economia e na geração de empregos.