O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, garantiu nesta sexta-feira (4) que a Corte dará uma resposta firme, proporcional e rigorosa aos fatos que envolvem a chamada “crise Master”. A declaração, feita durante evento no Palácio do Planalto, reforça o compromisso com a legalidade e a preservação das instituições.
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Compromisso com a Constituição
Fachin enfatizou que nenhuma autoridade ou poder está acima da Constituição e da lei. Ele destacou a necessidade de seguir o devido processo legal e as garantias constitucionais, mesmo diante da gravidade dos acontecimentos. A presidência do STF agirá “no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige”, sem atalhos ou omissões.
Entenda a ‘crise Master’
A tensão no STF escalou após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento detalha mensagens e contatos entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, além de citar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Mendonça sugeriu que o plenário do STF e a PGR analisem o conteúdo.
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Moraes pede investigação contra Mendonça
Em resposta, Alexandre de Moraes solicitou a Fachin a investigação de Mendonça. Moraes aponta possíveis indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos. Ele argumenta que o relatório da PF é de uso restrito e não serve como prova judicial, acusando Mendonça de interferir nas investigações.
Próximos passos no Supremo
Além de abordar a crise, Fachin mencionou prioridades de sua gestão, como o encerramento do inquérito das fake news e a adoção de um código de conduta para magistrados. A Corte deve agora analisar os pedidos e desdobramentos da “crise Master”, garantindo a continuidade da apuração conforme a legislação.