A Justiça do Distrito Federal concedeu liberdade provisória aos três ex-sócios da Naskar Gestão LTDA., Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, que estavam presos há cerca de um mês. A soltura, contudo, vem acompanhada de rigorosas medidas cautelares, mantendo a investigação sobre a suposta fraude que afetou mais de 3 mil clientes.
Recomendado para você
Medidas cautelares impostas pela Justiça
Apesar da soltura, o juiz Aimar Neres de Matos impôs oito medidas cautelares aos ex-sócios. Eles deverão comparecer a todos os atos processuais e estão proibidos de contatar vítimas, testemunhas ou colaboradores. Além disso, não podem acessar empresas ligadas à investigação e precisam de autorização judicial para sair da comarca. A decisão também determina recolhimento domiciliar noturno e em dias de folga, impede o exercício de atividades empresariais e financeiras relacionadas ao caso, e exige a entrega dos passaportes. As medidas patrimoniais, como bloqueio de bens, permanecem ativas.
O que é o caso Naskar
A Naskar Gestão de Ativos, que se apresentava como uma fintech de serviços financeiros, captava recursos de clientes com a promessa de retorno de 2% ao mês. Após 13 anos de operação, a empresa parou de pagar os rendimentos em maio, deixando mais de 3 mil clientes sem respostas. A investigação apura uma suposta fraude e a situação financeira da companhia, com valores ainda em disputa.
Recomendado para você
Enquanto os ex-sócios respondem em liberdade com restrições, os clientes da Naskar continuam aguardando o avanço das medidas judiciais para a recuperação dos valores investidos.