Negativos fotográficos em vidro, perdidos no incêndio de 2018, retornaram ao acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (27 de maio). Os itens, de valor inestimável para a memória científica e cultural do Brasil, foram preservados pela Fundação Biblioteca Nacional por mais de um século. O Resumo explica e descomplica para você.
Acervo Perdido no Incêndio de 2018 Começa a Ser Recomposto
Oito negativos de vidro e uma lanterna slide, utilizados pelo antropólogo Edgard Roquette-Pinto em 1913 e mantidos sob guarda da Fundação Biblioteca Nacional por mais de 100 anos, agora integram a coleção da Seção de Memória e Arquivo (Semear) do Museu Nacional/UFRJ. Esse material representa um marco simbólico, permitindo o reencontro com documentos históricos insubstituíveis que preservam aspectos singulares da ciência e da cultura brasileiras.
O que isso muda na prática: A restituição desses registros visuais é vital para a recomposição do acervo pós-incêndio, fortalecendo a memória científica e possibilitando o desenvolvimento de futuras pesquisas sobre povos indígenas, natureza e história do Brasil.
Itens Recuperados Revelam Conhecimento Ancestral
Entre as peças que voltam a fazer parte do acervo, destacam-se registros de suma importância histórica e etnográfica:
Essas chapas fotográficas antigas funcionavam como ‘moldes’ para a criação de fotografias em papel, retratando culturas indígenas, elementos da natureza e exemplares associados à pesquisa científica do início do século XX.
Colaboração Institucional Viabiliza Restituição
A mediação para a devolução foi conduzida pelo chefe da Seção de Memória e Arquivo do Semear, Jorge Dias, após receber a informação da existência desses negativos na Fundação Biblioteca Nacional. O diálogo entre as instituições é considerado fundamental pelo diretor do Museu Nacional/UFRJ, Ronaldo Fernandes, para a preservação e recomposição do acervo.
A identificação e análise das imagens foram realizadas por uma equipe técnica da Semear, que contou com a participação do historiador Gustavo Alves Cardoso Moreira e da conservadora-restauradora Ana Luiza Castro do Amaral, chefe do Laboratório Central de Conservação e Restauro. Eles estabeleceram as associações entre os negativos da Biblioteca Nacional e a antiga coleção do Museu Nacional, perdida no incêndio de 2018.
O que isso muda na prática: A cooperação entre órgãos públicos como o Museu Nacional/UFRJ e a Fundação Biblioteca Nacional é crucial para salvaguardar o patrimônio cultural brasileiro. Essa parceria demonstra o compromisso compartilhado na recuperação e preservação de um acervo de enorme relevância histórica, científica e cultural para o país.