A Kinea Investimentos, uma das maiores gestoras do país, emitiu um alerta sobre o “pesadelo” fiscal no Brasil, prevendo que a dívida pública continuará a crescer sem novas decisões. Diante do cenário de incertezas antes das eleições, a gestora está reavaliando sua carteira de investimentos para proteger o capital.
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O fantasma da dívida pública e juros altos
A gestora compara a situação fiscal brasileira a um “pesadelo” em que a dívida age enquanto o país “dorme”, acumulando consequências. Para controlá-la, o Brasil paga juros reais elevados, o que onera a economia e alimenta a própria dinâmica do endividamento. A Kinea teme que essa conta do passado impacte os ativos em 2026.
Estratégia de proteção no Brasil
Com o aumento da volatilidade e a redução da exposição de investidores estrangeiros, a Kinea mantém cautela no Brasil. A gestora adota uma postura mais neutra ao risco eleitoral, mas mantém posições em setores com previsibilidade de resultados, como utilities, empresas ligadas ao programa Minha Casa Minha Vida e Embraer (EMBR3).
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Cenário global e oportunidades em IA
No exterior, a Kinea reduziu a exposição ao dólar, mas mantém uma visão construtiva para a bolsa norte-americana, especialmente em infraestrutura ligada à inteligência artificial. A gestora vê oportunidades em memória e fabricantes de equipamentos para semicondutores, onde a demanda por capacidade computacional supera a oferta. Mercados emergentes com inflação controlada também são vistos como favoráveis.
Política monetária e eleições
A Kinea avalia que o Copom deve interromper o ciclo de cortes de juros no Brasil. A decisão visa preservar margem de manobra devido à depreciação cambial e à incerteza pós-eleitoral, mesmo com a inflação e atividade surpreendendo para baixo. Nos Estados Unidos, a trajetória da dívida pública também pressiona os juros longos, especialmente com a demanda por financiamento de empresas de tecnologia. Mais informações sobre a política monetária podem ser consultadas no site do Banco Central.
A gestora enfatiza que a eleição deste ano é crucial para interromper a dinâmica de endividamento e estabilizar o custo de capital no país, determinando os próximos passos para a economia brasileira.