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Juiz de Fora: Temporais e Negligência Climática Deixam 47 Mortos

Por Gabi Gaspar
26 de fevereiro de 2026
em Notícias
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Temporais históricos atingiram Juiz de Fora nesta segunda-feira (23), causando 47 mortes e deixando milhares de desabrigados na Zona da Mata mineira. Especialistas apontam que a tragédia é um reflexo direto da negligência em políticas climáticas e de planejamento urbano no Brasil. O Resumo explica e descomplica para você.

Entenda as Conexões entre Clima e Desastre em Juiz de Fora

O desastre em Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira, que resultou em 47 mortes, cerca de 3 mil desabrigados e 400 desalojados, é resultado de uma combinação de fatores climáticos e humanos, conforme análise de especialistas ouvidos pela Agência Brasil. O professor Miguel Felippe, geógrafo do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), ressalta que

– Quando falamos de extremos e riscos ambientais, estamos falando de mudanças climáticas.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) informou que o município de Juiz de Fora recebeu, em apenas um dia, quase a totalidade da chuva esperada para o mês de fevereiro, com impactos concentrados nos bairros Morro do Imperador, Paineiras e Parque Burnier. Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operações e Modelagem do Cemaden, explica que a topografia montanhosa da cidade e o aquecimento do Oceano Atlântico intensificam a formação das chuvas.

O que isso muda na prática: Moradores de Juiz de Fora e de outras cidades com características geográficas semelhantes enfrentam um risco elevado de desastres naturais. A compreensão da ciência por trás desses eventos é fundamental para exigir e implementar políticas públicas eficazes de prevenção e adaptação, impactando diretamente a segurança e a resiliência das comunidades.

Negligência Governamental Agrava Crise Climática em Minas

A negligência com a agenda ambiental em todos os níveis de governo – federal, estadual e municipal – é apontada como um fator crucial na gravidade desses desastres. Miguel Felippe critica a falsa contraposição entre pauta climática e desenvolvimento econômico, classificando-a como um ativo político usado em disputas eleitorais que

– Reverbera agora em desastres como esses.

Um levantamento realizado pelo jornal O Globo, com base em dados oficiais do Portal da Transparência, revela cortes drásticos nas verbas destinadas à Defesa Civil estadual de Minas Gerais. Os recursos caíram de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões entre 2023 e 2025, coincidindo com o segundo mandato do governador Romeu Zema. O governo estadual não se pronunciou sobre a redução dos valores.

O que isso muda na prática: A redução drástica de verbas para a Defesa Civil impacta diretamente a capacidade de resposta, mitigação e prevenção a desastres. Isso coloca em risco a segurança e a vida da população mineira, comprometendo o acesso a ajuda e a infraestrutura de proteção, gerando mais perdas materiais e humanas, além de custos sociais e econômicos elevados.

Urbanismo e Vulnerabilidade Social: Onde Mora o Risco Fatal

O professor Felippe explica que o Poder Público perdeu o controle do ordenamento urbano para o capital imobiliário, que define o valor dos imóveis e, consequentemente, empurra populações de baixa renda para áreas de menor valor econômico e de maior risco ambiental. Em Juiz de Fora, os bairros pobres foram os mais afetados, resultando em

– As áreas com maiores perdas de vidas e materiais.

As áreas de risco são conhecidas, mas a falta de recursos impede a execução de ações de mitigação, parte essencial da política ambiental. A população mais vulnerável, com menor capacidade de resiliência, é a que mais sofre e tem dificuldade de se reerguer após as tragédias.

O que isso muda na prática: A ausência de um planejamento urbano justo e a especulação imobiliária aprofundam a desigualdade social, tornando os mais pobres as principais vítimas dos desastres. Isso afeta diretamente o direito à moradia segura e a capacidade das famílias de reconstruírem suas vidas, exigindo uma urgente reavaliação das políticas de ocupação do solo.

Plano de Contingência e Conscientização para Prevenir Tragédias

Além das políticas públicas, a conscientização da população é um pilar fundamental da resiliência. Muitos moradores em áreas de risco desconhecem os procedimentos a seguir em caso de alertas geológicos. Miguel Felippe recomenda que as ações de prevenção incluam:

– Ir a campo, conversar com as pessoas

– Instruir a comunidade sobre os riscos

– Ter um plano de contingência muito claro e acessível

Juiz de Fora, segundo o Cemaden, é uma das cidades com maior proporção de pessoas vivendo em áreas de risco, o que reforça a urgência dessas medidas para salvar vidas.

O que isso muda na prática: Investir em educação e comunicação sobre riscos e planos de emergência salva vidas e minimiza danos materiais. Ao capacitar a população, o poder público permite que os cidadãos ajam rapidamente diante de alertas, protegendo a si e suas famílias, e fortalecendo a segurança comunitária diante da crescente frequência de eventos extremos.

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