Receber um pedido de comida entregue por um drone parecia coisa de filme há poucos anos. Agora, a tecnologia já começou a ser usada no Brasil.
O iFood anunciou nesta segunda-feira (1º) o início de uma nova operação de entregas por drones no estado de São Paulo. A novidade marca mais um passo na expansão do uso comercial dessa tecnologia no país e pode indicar como parte das entregas será feita no futuro.
Mas será que o drone vai pousar na porta da sua casa? Os entregadores serão substituídos? E quando a novidade poderá chegar a outras cidades?
O Resumo explica e descomplica para você.

Onde os drones do iFood estão sendo usados?
Neste primeiro momento, a operação acontece em uma área específica de Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo.
Os drones realizam parte do trajeto entre restaurantes localizados no Shopping Iguatemi Alphaville e condomínios residenciais da região.
Segundo o iFood, a operação funciona diariamente, das 10h30 às 22h30.
Como funciona a entrega por drone?
Apesar da novidade, o drone ainda não faz toda a entrega sozinho.
O processo acontece em etapas:
- O cliente realiza o pedido normalmente pelo aplicativo.
- Um entregador ou robô do iFood retira o pedido no restaurante.
- A encomenda é colocada no drone.
- O equipamento percorre cerca de 3,6 quilômetros em aproximadamente cinco minutos.
- O drone pousa em uma área específica dentro do condomínio.
- Um entregador parceiro realiza a etapa final até a porta do cliente.
Na prática, a tecnologia está sendo usada para acelerar o trecho mais demorado da operação.
O drone vai substituir os entregadores?
Não.
Pelo menos neste momento, os drones funcionam como uma ferramenta complementar.
O entregador continua sendo responsável por parte da operação, especialmente na chamada “última milha”, que é o percurso final até o consumidor.
Segundo o iFood, a ideia é tornar as entregas mais rápidas e eficientes, especialmente em regiões onde há dificuldades de acesso.

Por que o iFood escolheu Barueri?
De acordo com a empresa, quase metade dos pedidos realizados na região enfrenta recusas por parte dos entregadores.
O principal motivo seria o tempo gasto nas portarias dos condomínios e as dificuldades de acesso aos empreendimentos residenciais.
Com o uso dos drones, o objetivo é reduzir essas recusas e acelerar o processo de entrega.
Essa é a primeira operação com drones do iFood?
Não.
O uso comercial de drones pelo iFood começou em 2021.
Na época, a empresa lançou uma operação entre Aracaju e Barra dos Coqueiros, em Sergipe.
Segundo a companhia, mais de 5 mil pedidos já foram realizados na rota nordestina.
O trajeto que antes exigia cerca de 36 quilômetros por via terrestre passou a ser feito em um voo de menos de 4 quilômetros.
Os drones são autorizados no Brasil?
Sim.
Segundo o iFood, a operação possui autorização dos órgãos responsáveis pela aviação civil e pelo controle do espaço aéreo brasileiro.
A empresa informa que atua com aprovação da:
- Anac (Agência Nacional de Aviação Civil);
- Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).
Essas autorizações são necessárias para garantir a segurança dos voos e o cumprimento das regras da aviação brasileira.

Quando a tecnologia pode chegar a outras cidades?
O iFood ainda não divulgou um cronograma nacional de expansão.
No entanto, a abertura de uma nova rota em São Paulo indica que a empresa continua investindo no modelo e avaliando novos locais para utilização dos drones.
A tendência é que regiões com grande concentração de condomínios, congestionamentos ou dificuldades logísticas sejam as primeiras candidatas para receber a tecnologia.
O que muda para o consumidor?
Neste momento, a mudança mais perceptível pode ser a redução do tempo de entrega em algumas regiões.
Além disso, a tecnologia pode ajudar a ampliar a disponibilidade de entregadores em áreas onde muitos pedidos acabam sendo recusados.
Para o cliente, a experiência de compra continua sendo feita normalmente pelo aplicativo.
A principal diferença acontece nos bastidores da operação.
O futuro das entregas já começou?
O anúncio do iFood mostra que tecnologias antes vistas apenas em testes estão começando a fazer parte do cotidiano dos brasileiros.
Embora os drones ainda estejam longe de substituir completamente os entregadores, eles já começam a assumir funções estratégicas na logística urbana.
Se a tecnologia continuar avançando e os resultados forem positivos, é possível que cada vez mais cidades brasileiras vejam drones cruzando os céus para acelerar a entrega de refeições, medicamentos e outros produtos.
O Resumo em pontos
Veja rapidamente como funcionam as novas entregas por drone do iFood.
Onde os drones estão operando?
Na região de Alphaville, em Barueri (SP), ligando restaurantes do Shopping Iguatemi a condomínios residenciais.
O drone entrega direto na porta?
Não. O drone faz parte do trajeto e um entregador parceiro realiza a entrega final ao cliente.
Quanto tempo leva o voo?
O percurso de 3,6 quilômetros é realizado em aproximadamente cinco minutos.
Os entregadores serão substituídos?
Não. Os drones atuam como complemento da operação e os entregadores continuam participando do processo.
Os drones são autorizados?
Sim. A operação possui autorização da Anac e do Decea para funcionar no Brasil.