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Desemprego em queda recorde: 19 estados e DF atingem mínima em 2025

Por Élcio Jardim
20 de fevereiro de 2026
em Notícias
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Dezenove estados e o Distrito Federal fecharam o ano de 2025 com a menor taxa de desemprego já registrada na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), refletindo um cenário de otimismo no mercado de trabalho nacional. O Resumo explica e descomplica para você.

Desemprego em Queda Histórica: Recorde em 19 Estados e DF

A pesquisa do IBGE, que acompanha o mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, visitando 211 mil domicílios em todo o país, revelou que o Brasil encerrou 2025 com uma taxa de desemprego de 5,6%. Este é o menor patamar já registrado para o país como um todo desde o início da série histórica em 2012, impulsionado pelo desempenho positivo de quase dois terços das unidades da federação.

O que isso muda na prática: A redução do desemprego se traduz em mais pessoas com renda formal, impulsionando o consumo e a economia. Este cenário gera um impacto direto no bolso do cidadão, que obtém maior estabilidade e poder de compra, além de fortalecer a confiança no ambiente econômico nacional.

Estados que Impulsionam a Redução do Desemprego

Vinte unidades da federação alcançaram taxas mínimas históricas de desocupação em 2025. As menores taxas foram registradas em:

– Mato Grosso: 2,2%

– Santa Catarina: 2,3%

– Mato Grosso do Sul: 3%

– Espírito Santo: 3,3%

– Paraná: 3,6%

– Rio Grande do Sul: 4%

– Minas Gerais: 4,6%

– Goiás: 4,6%

– Tocantins: 4,7%

– São Paulo: 5%

– Paraíba: 6%

– Ceará: 6,5%

– Pará: 6,8%

– Maranhão: 6,8%

– Distrito Federal: 7,5%

– Amapá: 7,9%

– Sergipe: 7,9%

– Rio Grande do Norte: 8,1%

– Amazonas: 8,4%

– Bahia: 8,7%

Mesmo sem atingir um novo recorde em 2025, Rondônia registrou 3,3%, o quarto menor índice do país, com seu recorde anterior de 3,1% em 2023. Do grupo de estados que alcançaram mínimas, o Amazonas repetiu a taxa de 8,4%, sem queda em comparação a 2024. No total, 12 das 27 unidades da federação ficaram abaixo da média nacional de desemprego de 5,6%.

O que isso muda na prática: O desempenho positivo em estados específicos pode ser um termômetro para a atração de novos investimentos e a criação de mais postos de trabalho. Para os moradores, isso representa mais oportunidades e uma melhora na qualidade de vida, contribuindo para o desenvolvimento regional.

Radiografia da Informalidade no Brasil

Apesar dos avanços na redução do desemprego, a informalidade ainda persiste como um desafio. O Brasil fechou 2025 com 38,1% de informalidade, sendo que 18 estados ficaram acima dessa média. As regiões Norte e Nordeste, em particular, apresentaram os maiores índices. Trabalhadores informais, pela metodologia do IBGE, são aqueles sem direitos trabalhistas como cobertura previdenciária, 13º salário, seguro-desemprego e férias.

As unidades da federação com os maiores níveis de informalidade são:

– Maranhão: 58,7%

– Pará: 58,5%

– Bahia: 52,8%

– Piauí: 52,6%

– Ceará: 51%

– Amazonas: 50,8%

– Paraíba: 49%

– Sergipe: 48,2%

– Pernambuco: 47,8%

– Alagoas: 47,5%

– Rondônia: 46,1%

– Acre: 45,2%

– Amapá: 44,2%

– Roraima: 40,3%

– Tocantins: 39,7%

– Espírito Santo: 39%

– Rio Grande do Norte: 39%

– Rio de Janeiro: 38,5%

O que isso muda na prática: A alta informalidade impacta diretamente a segurança e a estabilidade financeira dos trabalhadores, além de comprometer a arrecadação de impostos. Isso se traduz em menos recursos para os serviços públicos e uma maior vulnerabilidade social e econômica para milhões de brasileiros.

Rendimento Mensal: Onde o Brasileiro Ganha Mais

Em 2025, o rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro foi de R$ 3.560. O Distrito Federal liderou o ranking com o maior rendimento médio, atingindo R$ 6.320, impulsionado pela alta concentração de funcionários públicos. Além do DF, oito estados apresentaram salários acima da média nacional:

– Distrito Federal: R$ 6.320

– São Paulo: R$ 4.190

– Rio de Janeiro: R$ 4.177

– Santa Catarina: R$ 4.091

– Paraná: R$ 4.083

– Rio Grande do Sul: R$ 3.916

– Mato Grosso do Sul: R$ 3.727

– Mato Grosso: R$ 3.688

– Goiás: R$ 3.628

Segundo William Kratochwill, analista da PNAD, a mínima histórica de desocupação e o aumento do rendimento real são fatores que reforçam o dinamismo observado no mercado de trabalho no período.

O que isso muda na prática: Um rendimento médio elevado reflete uma melhoria na qualidade dos empregos e no poder de compra da população local. Isso estimula o consumo e o investimento em bens e serviços, contribuindo para um ciclo econômico positivo e maior bem-estar social nas regiões com salários mais consistentes.

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