📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou à Polícia Federal ter corrompido servidores do Banco Central em depoimento.
- O ex-banqueiro, atualmente preso, voltou a sinalizar interesse em um acordo de delação premiada.
- A investigação apura pagamentos suspeitos a ex-diretores do BC, e o Banco Master foi liquidado com custos de R$ 57 bilhões.
Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (28), negando qualquer ato de corrupção envolvendo servidores do Banco Central. Em meio às investigações, o ex-banqueiro, que está preso na Papudinha, no Distrito Federal, reforçou sua disposição em colaborar por meio de um acordo de delação premiada.
O depoimento de Vorcaro durou quase quatro horas, marcando sua primeira manifestação direta após duas tentativas frustradas de acordo de colaboração. Sua defesa, comandada por Sérgio Leonardo e Daniel Bialski, afirmou que ele respondeu a todos os questionamentos de forma clara e consistente, reiterando a inexistência de corrupção.
Suspeitas contra ex-diretores do BC
A apuração da PF foca em Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária do BC, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização. Eles são suspeitos de atuarem como consultores informais de Vorcaro em troca de vantagens indevidas. A evolução patrimonial dos ex-gestores foi o gatilho para a investigação interna no Banco Central. Ambos os servidores, por meio de suas defesas, negam qualquer favorecimento ao ex-banqueiro.
Liquidação do Banco Master
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro do ano passado. Desde então, seus bens estão sob controle de um liquidante designado pela autoridade monetária. Os custos da quebra do banco já superam os R$ 57 bilhões, conforme as investigações.
A sinalização de delação por Vorcaro pode trazer novos desdobramentos ao caso, que investiga a conduta de ex-gestores do Banco Central e os impactos da liquidação do Banco Master.