Os Estados Unidos veem no recente acordo para controlar parte das reservas de petróleo da Venezuela uma estratégia dupla: assegurar uma fonte estável de energia no hemisfério americano e, simultaneamente, diminuir a influência de China e Rússia sobre uma das maiores reservas mundiais do produto. A Casa Branca considera o acesso de longo prazo ao petróleo venezuelano crucial em um cenário global de instabilidade.
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Segurança energética e geopolítica
Washington avalia que a segurança energética está diretamente ligada à disputa geopolítica. É de interesse dos EUA que um grande fornecedor em seu próprio hemisfério esteja alinhado com o país, e não com seus adversários. Uma autoridade descreveu o entendimento como uma oportunidade de aproximar esses ativos dos Estados Unidos, vinculando a iniciativa à estratégia americana de buscar um hemisfério “próspero, seguro e alinhado” aos seus interesses.
Detalhes do acordo e participação americana
O acordo, anunciado por Trump, concede aos EUA controle sobre mais de **65 bilhões de barris** em reservas comprovadas, em parceria com a iniciativa privada e sem custos para os contribuintes. Pelos termos, os Estados Unidos terão uma participação de **35%** na expansão da operação. Além disso, Washington terá acesso a **20% da produção** a preço de custo e preferência para comprar os **80% restantes**.
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Esse mecanismo de preferência é visto como um “seguro de longo prazo” para os EUA em caso de crise energética. A parcela a preço de custo poderá ser destinada à reserva estratégica americana ou gerar receitas futuras, conforme decisões do governo. A disputa por esses recursos também visa reduzir a presença de adversários dos EUA na Venezuela, já que os blocos envolvidos no acordo foram concedidos, em grande parte, a empresas chinesas e russas.
Aprovação venezuelana e próximos passos
A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou o acordo, que dará aos norte-americanos acesso a um quinto das reservas de petróleo do país sob coordenação da Nabep (North American Blue Energy Partners), uma empresa privada. A Nabep terá o direito de conceder licenças ou criar joint ventures para **17 campos de petróleo** por **100 anos**, com o governo norte-americano se comprometendo a adquirir **35% de participação** na empresa. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, tem visita marcada a Caracas para acompanhar os desdobramentos.