O embaixador de Cuba no Brasil, Adolfo Curbelo Castellanos, classificou as novas sanções dos Estados Unidos ao fornecimento de petróleo à ilha, estabelecidas em 29 de janeiro, como uma ‘política genocida’ que busca privar a população de meios de subsistência. A declaração, feita em Brasília, intensifica o debate sobre o embargo econômico que já dura 66 anos e suas graves consequências para a nação caribenha. O Resumo explica e descomplica para você.
Embaixador de Cuba Denuncia Medidas Drásticas dos EUA
Adolfo Curbelo Castellanos, representante do governo cubano, recebeu a Agência Brasil na embaixada do país em Brasília para discutir o endurecimento do bloqueio econômico. Ele descreveu as ações americanas como uma condenação ao extermínio do povo cubano, por impedir o acesso soberano ao petróleo.
– Adolfo Curbelo Castellanos: embaixador de Cuba no Brasil.
– Declaração feita à Agência Brasil na embaixada cubana, em Brasília.
– Embargo econômico dos EUA contra Cuba: dura 66 anos, iniciado após a Revolução Cubana de 1959.
– Nova Ordem Executiva de Donald Trump: editada em 29 de janeiro.
– Justificativa dos EUA: classifica Cuba como ‘ameaça incomum e extraordinária’ à segurança de Washington, citando alinhamento com Rússia, China e Irã.
– Consequência imediata: prevê a imposição de tarifas comerciais a qualquer país que forneça ou venda petróleo a Cuba.
O que isso muda na prática: Essas medidas agravam a já existente crise energética em Cuba, impactando diretamente a capacidade do país de gerar eletricidade e sustentar serviços essenciais, como saúde e transporte, afetando o dia a dia de milhões de cubanos.
Sanções Americanas Têm Efeitos Devastadores na Vida Cubana
Para Curbelo, a ausência de energia compromete tudo, desde o cuidado com pacientes em hospitais até a produção de alimentos e o transporte da população. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel também denunciou a decisão de Trump como uma tentativa de derrotar a Revolução Cubana.
– Presidente cubano Miguel Díaz-Canel: denunciou a decisão de Trump em 5 de fevereiro, classificando-a como mais uma tentativa de derrotar a Revolução Cubana.
– Dependência energética: Cuba dependia de derivados de petróleo para cerca de 80% da energia consumida até 2023, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
– Impacto direto: a ameaça tem agravado a crise energética do país, levando a colapsos parciais do sistema elétrico.
– Consequência das sanções: privam o povo cubano de seus meios de subsistência, comprometendo serviços como hospitais, produção de alimentos e transporte.
O que isso muda na prática: A escassez de petróleo e energia impacta diretamente o ‘bolso’ do cidadão cubano ao limitar o acesso a bens e serviços básicos. A falta de eletricidade afeta hospitais e escolas, e compromete a segurança alimentar, gerando uma situação de extrema vulnerabilidade para a população.
Cuba Adota Medidas de Austeridade e Busca Alternativas
Diante do cenário de ‘guerra não convencional’, a ilha tem implementado ações de austeridade e focado em soluções para mitigar os efeitos das sanções, buscando proteger sua população.
– Resposta do governo: adoção de medidas de austeridade extrema.
– Prioridades: proteção da população, organização do trabalho para home office quando possível.
– Medidas de proteção: eletrificação em áreas que exigem cuidado especial, como hospitais e escolas.
– Alternativas energéticas: aposta na ampliação da energia solar e na solidariedade internacional.
O que isso muda na prática: Reflete uma adaptação forçada do governo e da sociedade cubana para enfrentar a crise. Embora haja esforços para proteger setores críticos, a população enfrenta rotineiramente apagões e restrições severas, evidenciando a gravidade das sanções no cenário político e social do país.