O Ibovespa encerrou a terça-feira (1º) em alta de 1,30%, atingindo 179.722,48 pontos, impulsionado por fatores domésticos como a desaceleração do PIB e pesquisas eleitorais. O avanço ocorreu apesar de um ambiente externo desfavorável, marcado por tensões geopolíticas e alta do petróleo.
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O volume financeiro do pregão somou R$ 30,90 bilhões, refletindo a movimentação dos investidores diante dos indicadores econômicos e do cenário político.
PIB desacelera e alivia juros
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, indicando perda de ritmo da economia. Segundo Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, essa desaceleração aliviou a curva de juros, abrindo espaço para possíveis cortes adicionais na Selic. O desempenho dos serviços e do consumo das famílias foram pontos importantes para essa leitura. Dados do IBGE confirmam a tendência.
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Cenário eleitoral movimenta investidores
Pesquisas eleitorais que apontam empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno contribuíram para reduzir a percepção de risco. O mercado passou a acompanhar de perto o cenário político, com a expectativa de que futuros avanços de um candidato sobre o outro possam alterar as projeções.
Pressão externa com alta do petróleo
As bolsas de Nova York fecharam em queda, com o Dow Jones recuando 0,79% e o S&P 500 caindo 0,71%. O movimento foi influenciado pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, que fez o preço do petróleo disparar. O Brent para novembro subiu 4,6%, a US$ 94,65 por barril, e o WTI para outubro avançou 5,2%, a US$ 90,22, reforçando preocupações com inflação e juros globais.
Dólar recua e Petrobras lidera ganhos
O dólar comercial fechou em baixa de 0,47%, cotado a R$ 5,156, registrando a segunda queda consecutiva contra o real. Essa desvalorização reflete o maior apetite por ativos domésticos. Entre os destaques do Ibovespa, a Petrobras avançou com a valorização do petróleo, com PETR3 subindo 4,16% e PETR4 ganhando 4,00%. A CSN (CSNA3) liderou os ganhos do dia com alta de 6,39%.
O pregão combinou fatores domésticos favoráveis, como a desaceleração do PIB e o cenário eleitoral, com um ambiente externo pressionado pela geopolítica e preços do petróleo, impactando também as criptomoedas, que recuaram.