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Home Justiça

STF mantém prisão de ex-presidente do BRB por fraude e propina

Por Otávio Gois
24 de abril de 2026
em Justiça
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Nesta sexta-feira (24), o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), em uma decisão unânime que reafirma o rigor contra a corrupção. O caso complexo envolve fraudes e tentativas de compra de instituições financeiras, repercutindo no cenário político e econômico. O Resumo explica e descomplica para você.

Decisão Unânime do STF Confirma Prisão

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a decisão inicial do ministro André Mendonça, que havia determinado a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A votação, finalizada no plenário virtual do colegiado nesta sexta-feira (24), teve um placar de 4 votos a 0.

O que isso muda na prática: A manutenção da prisão de uma figura de alto escalão em um banco público reforça o compromisso do Judiciário com a integridade das instituições financeiras e o combate a esquemas de corrupção, enviando um sinal claro de que o cargo não garante impunidade e impactando na segurança jurídica do setor.

Fraudes e a Operação Compliance da Polícia Federal

A prisão de Paulo Henrique Costa ocorreu em 16 de abril, durante a quarta fase da Operação Compliance, deflagrada pela Polícia Federal (PF). As investigações apontam para um complexo esquema de fraudes:

– Fraudes no Banco Master.

– Tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), uma instituição pública ligada ao Governo do Distrito Federal.

– Acusações de que Paulo Henrique Costa teria combinado o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina com o banqueiro Daniel Vorcaro.

– A propina seria repassada por meio de imóveis.

Votação e Divergência para Outro Envolvido

A decisão unânime (4 a 0) pela manutenção da prisão de Paulo Henrique Costa contou com os votos dos ministros André Mendonça (relator), Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes.

Contudo, em relação ao advogado Daniel Monteiro, também alvo da Operação Compliance, o placar foi de 3 a 1 pela prisão. O ministro Gilmar Mendes divergiu parcialmente dos demais, defendendo que Monteiro cumpra prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Ministro Dias Toffoli Se Declara Suspeito no Caso

O ministro Dias Toffoli, que também integra a Segunda Turma do STF, declarou-se suspeito para participar do julgamento. A suspeição de Toffoli tem um histórico e é fundamental para a lisura do processo:

– Em fevereiro deste ano, o ministro deixou a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Banco Master.

– A decisão de Toffoli ocorreu após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, sobre menções a ele em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro.

– O aparelho de Vorcaro foi apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance, deflagrada no ano passado.

– Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná, empreendimento que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master e atualmente sob investigação da PF.

O que isso muda na prática: A recusa de um ministro em julgar um caso onde há potencial conflito de interesses, como a menção de seu nome em investigações ou laços comerciais, é fundamental para garantir a imparcialidade do processo e a credibilidade do Supremo Tribunal Federal, protegendo a segurança jurídica e a confiança pública no cenário político.

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