O programa Roda de Choro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) inicia sua nova temporada nesta sexta-feira (3) de abril, prestando tributo ao lendário trombonista Zé da Velha. A iniciativa visa preservar e difundir a memória de um dos grandes nomes da música popular brasileira. O Resumo explica e descomplica para você.
Detalhes da Homenagem e Transmissão
As rádios públicas da EBC serão palco da homenagem, que será dividida em duas partes:
– A primeira parte irá ao ar na Rádio Nacional nesta sexta-feira (3) de abril, às 22 horas.
– Na Rádio MEC, a transmissão da primeira parte ocorrerá neste domingo (5) de abril, às 20 horas.
– A segunda parte do tributo será veiculada na Rádio Nacional na sexta-feira (10) de abril, às 22 horas.
– Na Rádio MEC, a segunda parte irá ao ar no domingo (12) de abril, às 20 horas.
O programa Roda de Choro mantém seu formato, mesclando seleção musical de alto nível e entrevistas com instrumentistas e pesquisadores, destacando não apenas grandes nomes, mas também lançamentos fonográficos, clubes e festivais do gênero.
O que isso muda na prática: Os ouvintes terão acesso a um conteúdo rico que valoriza a cultura nacional, conhecendo mais sobre a vida e obra de Zé da Velha, um ícone do choro e da música brasileira, diretamente das rádios públicas.
Quem foi Zé da Velha? A Trajetória de um Mestre
José Alberto Rodrigues Matos, amplamente conhecido como Zé da Velha, é uma figura central na história do choro.
– Natural de Aracaju (SE), mudou-se ainda criança para o Rio de Janeiro, cidade onde sua carreira musical se consolidou.
– Ao lado de uma velha guarda de músicos lendários como Pixinguinha (1897-1973) e João da Baiana (1887-1974), ele se estabeleceu como um mestre do trombone.
– Sua atuação como solista o levou a colaborar com artistas e grupos emblemáticos da música popular brasileira, incluindo o renomado Cordão da Bola Preta.
– Participou de álbuns cruciais para o gênero, como Chorando pelos Dedos (1976), Chorando Baixinho: Um Encontro Histórico (1979) e Choro na Praça (1977).
– Zé da Velha faleceu em 26 de dezembro do ano passado, deixando um legado inestimável.
O que isso muda na prática: Conhecer a trajetória de Zé da Velha é fundamental para entender a evolução do choro no Brasil, mostrando a relevância de artistas que moldaram a identidade musical do país e a importância da preservação dessa memória.
Participações Especiais Enriquecem a Temporada
A edição do Roda de Choro dedicada a Zé da Velha contará com a participação de nomes que tiveram uma ligação profunda com o mestre:
– Silvério Pontes, parceiro de Zé da Velha na formação conhecida como “menor big band do mundo”, uma colaboração que rendeu seis álbuns.
– Os irmãos Aquiles Moraes e Everson Moraes, que desde cedo tiveram a oportunidade de tocar ao lado do trombonista, compartilhando experiências e aprendizados.
O que isso muda na prática: A presença de músicos que conviveram e tocaram com Zé da Velha adiciona autenticidade e profundidade à homenagem, oferecendo perspectivas únicas e pessoais sobre o legado do mestre e a importância de suas contribuições para a música.