A Rádio Nacional, ícone da radiodifusão brasileira, celebrou seus 90 anos na quinta-feira (21) de março, em um simpósio crucial sobre sua memória e o futuro digital do rádio no país. O evento reuniu especialistas para debater a preservação cultural e o impacto das novas tecnologias no cenário nacional. O Resumo explica e descomplica para você.
Museu do Rio Guarda Parte Crucial da História da Rádio Nacional
– Cesar Miranda Ribeiro, presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS-RJ), destacou a dimensão histórica do acervo da Rádio Nacional e a relação direta da emissora com a formação do museu.
– O MIS-RJ possui mais de 53 mil itens doados, incluindo partituras, documentos iconográficos, acetatos e LPs, muitos vindos da relação com a Rádio Nacional desde a década de 70.
– Pesquisa da jornalista e doutoranda Akemi Nitahara reforça a ligação histórica, apontando que parte significativa da memória da emissora está sob guarda do museu.
O que isso muda na prática: A preservação desses acervos históricos garante que a identidade cultural brasileira, moldada pela Rádio Nacional na Época de Ouro do Rádio, permaneça acessível para futuras gerações e pesquisas acadêmicas, assegurando o acesso democrático à informação e à cultura nacional.
EBC Detalha Avanços e Desafios da Digitalização de Acervos
– Maria Carnevale, gerente de Acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), apresentou os desafios da digitalização do vasto acervo da instituição.
– O acervo da EBC inclui 7.280 fitas de rolo arquivadas entre Rio de Janeiro e Brasília, além de 5.969 acetatos, 3.319 cópias em CD e mais de 153 mil páginas de roteiros de radionovelas.
– Atualmente, 28,2% do acervo total da EBC está digitalizado, utilizando inteligência artificial para acelerar pesquisas e organização dos dados.
– Critérios rigorosos de seleção, catalogação e uso de metadados (“quem, o quê, quando e onde”) são essenciais para localizar e reutilizar conteúdos históricos.
O que isso muda na prática: A digitalização dos vastos acervos da EBC e da Rádio Nacional significa que o patrimônio cultural radiofônico pode ser protegido da degradação física e disseminado globalmente, facilitando o acesso público e a pesquisa. Isso, contudo, exige investimento contínuo em tecnologia e mão de obra especializada.
Rádio se Reinventa em Plataformas Digitais e Novas Mídias
– O 7º Simpósio da Rádio Nacional, realizado no Rio de Janeiro, abordou a reinvenção do rádio com plataformas digitais, inteligência artificial, podcasts e transmissão multiplataforma, conectando passado e futuro.
– Thays Gripp, coordenadora artística da Rádio Globo, detalhou a transformação da emissora, que hoje atua de forma integrada com plataformas digitais, TV, redes sociais e transmissões online, aproximando-se de novos públicos.
O que isso muda na prática: A adaptação das emissoras para o ambiente digital impacta diretamente o consumo de conteúdo, oferecendo maior interatividade e alcance. Isso representa uma evolução na forma como os ouvintes acessam informações e entretenimento, exigindo que as emissoras invistam em novas estratégias e tecnologias para manter sua relevância no cenário da comunicação.