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Home Justiça

Gilmar proíbe MP e tribunais de acelerar pagamentos de penduricalhos

Por Otávio Gois
28 de fevereiro de 2026
em Justiça
Gilmar proíbe MP e tribunais de acelerar pagamentos de penduricalhos

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (27) proibir que o Ministério Público e tribunais acelerem pagamentos de penduricalhos, reforçando a fiscalização sobre o teto remuneratório no serviço público. A medida tem impacto direto nas finanças dos órgãos e na conformidade com a Constituição Federal, gerando debate nacional. O Resumo explica e descomplica para você.

STF veta aceleração de pagamentos e reforça teto salarial

A decisão de Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabelece uma proibição clara:

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– Está vedada a reprogramação financeira com o objetivo de concentrar, acelerar ou ampliar desembolsos de penduricalhos.

– Também é proibida a inclusão de novas parcelas ou beneficiários não contemplados no planejamento original.

– A medida afeta diretamente o Ministério Público (MP) e os tribunais, reafirmando uma decisão proferida na última terça-feira (24).

– O contexto é a inadequação desses benefícios, que somados ao salário, frequentemente não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

O que isso muda na prática: A decisão impacta diretamente o bolso de servidores desses órgãos, garantindo que apenas valores retroativos já programados e legalmente reconhecidos sejam pagos. Isso fortalece o controle sobre os gastos públicos e a aderência ao teto constitucional, evitando privilégios e buscando maior equidade.

Conselhos e MP do Rio são cobrados por esclarecimentos

A determinação do ministro Gilmar Mendes veio após um adiamento na votação de suspensão dos penduricalhos e incluiu exigências específicas:

– A votação das decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos no Supremo Tribunal Federal foi adiada para 25 de março.

– Mendes enfatizou que somente valores retroativos já programados e legalmente reconhecidos podem ser pagos.

– O ministro notificou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

– Esses órgãos têm 48 horas para prestar esclarecimentos detalhados sobre o cumprimento da decisão que suspendeu os penduricalhos.

O que isso muda na prática: A exigência de esclarecimentos em curto prazo demonstra a rigidez do STF em fiscalizar e garantir o cumprimento da medida. Essa pressão institucional busca coibir práticas que contornam o teto salarial, tendo um impacto direto na transparência e na gestão orçamentária de importantes entidades públicas.

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