📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- O Porto de Paranaguá denuncia o projeto privado Porto Guará por suposta sabotagem em sua expansão.
- A disputa envolve a concorrência por áreas e clientes, com investimentos que superam R$ 2 bilhões.
- As acusações incluem ações para atrasar obras e reduzir a atratividade de leilões públicos.
- O caso está sob análise da Antaq e do Ministério de Portos e Aeroportos.
O Porto de Paranaguá, o segundo maior complexo portuário do Brasil, está no centro de uma disputa bilionária e acusa um projeto portuário privado vizinho, o Porto Guará, de tentar sabotar sua expansão. A denúncia aponta para ações coordenadas que visam atrasar obras e leilões, impactando diretamente o desenvolvimento e a competitividade do setor.
Acusações e investigação em curso
A administração do Porto de Paranaguá apresentou documentos em um processo judicial no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) e uma denúncia administrativa ao Ministério dos Portos e Aeroportos. A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) confirmou o recebimento e a análise técnica dos documentos, que atribuem ao Porto Guará uma ofensiva contra a expansão do terminal estatal.
O ‘Plano de Defesa’ e a concorrência
Segundo a denúncia, feita por um ex-advogado do Porto Guará, Matheus Ferri, existiria um “Plano de Defesa do Porto Guará”. O objetivo seria dificultar novos arrendamentos públicos para preservar a competitividade do empreendimento privado, que ainda aguarda licenciamento ambiental para sair do papel. Ambos os portos disputam os mesmos clientes no mercado de movimentação de soja, milho e farelo de soja.
Impacto nos investimentos portuários
Enquanto o Porto Guará continua como um projeto, o Porto de Paranaguá tem ampliado sua capacidade. Em abril de 2025, três áreas foram oferecidas em leilão e arrematadas, somando mais de R$ 2 bilhões em investimentos e R$ 855 milhões em outorgas pagas à APPA (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina).
A investigação da Antaq e do Ministério dos Portos e Aeroportos será crucial para determinar a veracidade das acusações e os próximos passos para a resolução dessa complexa disputa, que afeta o futuro dos investimentos portuários na região do Paraná.