📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- Bancos pedem ao Banco Central a revisão do teto de juros de 12% ao ano para o crédito imobiliário SFH.
- A pressão ocorre devido à Selic em 14%, acima do previsto ao desenhar o novo modelo de financiamento.
- Instituições alertam que o teto atual torna o crédito menos atrativo e pode gerar prejuízo.
- O novo modelo, em transição até 2027, busca reduzir a dependência da poupança e usa o mercado de capitais.
As principais instituições financeiras do país estão pressionando o Banco Central para aumentar o teto de juros do crédito imobiliário, atualmente em 12% ao ano, alertando que a manutenção do limite pode encarecer ou reduzir a oferta de financiamentos para a população.
Por que os bancos pedem a revisão
A pressão dos bancos, incluindo Caixa, Itaú, Bradesco e Santander, surge com a Selic em 14% ao ano, patamar superior ao projetado quando o novo modelo de financiamento habitacional foi concebido. Segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), a captação de recursos no mercado de capitais, que agora financia parte do crédito, ficou mais cara.
O novo modelo de crédito imobiliário
Anunciado no final de 2025 e com implementação gradual até a sua vigência plena em janeiro de 2027, o novo sistema visa modernizar o financiamento habitacional. Ele busca diminuir a dependência da caderneta de poupança, que tem perdido recursos para aplicações mais rentáveis, e permite aos bancos captar dinheiro diretamente no mercado de capitais via instrumentos como as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário).
O teto de juros e o impacto
Pelas novas regras, os bancos devem destinar pelo menos 80% dos recursos imobiliários para operações dentro do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), que limita os juros a 12% ao ano (+ TR) para imóveis de classe média de até R$ 2,25 milhões. As instituições financeiras argumentam que o custo de captação no mercado é superior a esse teto, tornando as operações do SFH pouco atrativas e com risco de prejuízo.
A discussão sobre a revisão do teto segue em avaliação pelo Banco Central, enquanto o setor aguarda definições que podem impactar diretamente o custo e a disponibilidade do crédito para a compra de imóveis no país.