A Embraer (EMBJ3) segue como destaque no mercado financeiro, com o BTG Pactual reiterando sua recomendação de “compra forte”. A performance da companhia no segundo trimestre superou as expectativas, consolidando uma trajetória de execução bem-sucedida que atrai analistas e investidores.
Desempenho e recordes de pedidos
Os bons resultados da Embraer são impulsionados por novos contratos e uma carteira de pedidos robusta. A empresa fechou o segundo trimestre com um **backlog de US$ 34,5 bilhões, representando um aumento de 16% em relação ao ano anterior. Entre as novas encomendas, destacam-se 15 aeronaves E195-E2 para a Azorra e 10 C-390 Millennium para a Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos, com opção de mais 10 unidades.
Eficiência e projeções financeiras
A fabricante brasileira tem demonstrado notável avanço na velocidade e margem de suas entregas. O CEO, Francisco Gomes Neto, ressaltou a paixão da empresa por ganhar eficiência, exemplificando a redução no tempo de produção de um jato executivo Praetor de 18 para 8,5 meses. Essa otimização, combinada a outros fatores, levou a Embraer a dobrar sua projeção de geração de caixa para o ano, superando os US$ 400 milhões.
Potencial de valorização e perspectivas
O BTG Pactual aponta três pilares para a contínua melhora das margens: um mix positivo de clientes, esforços de nivelamento de produção e um ambiente de preços favorável. A ação da Embraer negocia a 11 vezes o preço da ação versus o Ebitda ajustado, um múltiplo inferior à média de seus pares internacionais. Para o futuro, a empresa aposta na divisão de “carros voadores” Eve, com entrada em operação prevista para 2028, e na expansão de sua presença produtiva na Índia, indicando um potencial de valorização adicional para os investidores.