A Polícia Federal (PF) revelou a proximidade entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, colocando a relação entre Judiciário e mercado no centro da corrida presidencial. Relatórios da PF detalham a interlocução desde o fim de 2023, com repercussões imediatas no cenário político.
Recomendado para você
Detalhes da investigação sobre Moraes e Vorcaro
A perícia da PF aponta que metadados sob o nome “Ministro Alexandre de Moraes” figuram como responsáveis pela última modificação em minutas de contrato do Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. Mensagens de abril de 2024 também mostram Vorcaro intermediando um pedido atribuído a Moraes junto ao Brazil Journal sobre uma reunião privada com Tony Blair, Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
Reações dos candidatos à presidência
As revelações provocaram forte reação entre os presidenciáveis. Ronaldo Caiado (PSD) exigiu explicações públicas, afirmando que o banqueiro “contaminou todos os Poderes”. Flávio Bolsonaro (PL) defendeu a renúncia imediata de Moraes. Romeu Zema (Novo) criticou a atuação do magistrado no contrato de R$ 131 milhões entre o banco e a esposa do ministro. Augusto Cury (Avante) defendeu reformas institucionais, como o fim da vitaliciedade para ministros do STF.
Recomendado para você
TSE decide sobre Renan Santos e Lula
Fora do caso Master, o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revogou a suspensão da campanha digital de Renan Santos, candidato à presidência pelo Missão. Com isso, o acesso às redes sociais foi restabelecido, o uso do Fundo Eleitoral liberado e sua participação em debates confirmada. Em outra frente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou direito de resposta ao TSE sobre oito afirmações de Flávio Bolsonaro na TV Globo, questionando informações falsas ou descontextualizadas.
Os desdobramentos desses casos continuam a pautar o cenário político e jurídico, com expectativa para novas manifestações dos envolvidos e decisões dos tribunais superiores nas próximas semanas.