A Petrobras reajustou o preço médio do querosene de aviação (QAV) em 13,9%, com o novo valor em vigor desde esta terça-feira (1º de setembro). A medida, atribuída a reflexos da guerra no Oriente Médio, pode impactar os custos operacionais das companhias aéreas e, consequentemente, o preço das passagens aéreas.
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Detalhes do aumento e impacto
De acordo com a estatal, o combustível ficou, em média, R$ 0,68 mais caro por litro, com preços nas refinarias variando entre R$ 5,44 e R$ 5,70. O querosene de aviação representa cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Razões para a alta e cenário global
Desde o início do ano, o QAV já acumula alta de 53,3%, ou R$ 1,94 por litro, impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. A instabilidade no Estreito de Ormuz, por onde passava 20% da produção global de óleo e gás, reduziu a oferta e elevou os preços no mercado internacional. Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o preço do QAV segue as cotações internacionais, pois é uma commodity negociada globalmente. Para consultar a tabela de preços detalhada, acesse o site da Petrobras.
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Medidas da Petrobras para amenizar o impacto
Para suavizar o impacto financeiro nas distribuidoras, a Petrobras retomou o programa de parcelamento dos reajustes em setembro. A iniciativa permite que o aumento seja dividido em três parcelas mensais, garantindo o volume solicitado pelas distribuidoras. A estatal, que detém cerca de 85% da produção nacional de QAV, reajusta o preço do combustível mensalmente, sempre no dia 1º, conforme contrato com as distribuidoras.
O acompanhamento das cotações internacionais e das políticas de preços da Petrobras será crucial para entender os próximos desdobramentos nos custos do transporte aéreo.