A Anvisa aprovou novas regras para as vacinas contra a covid-19 que serão utilizadas no Brasil. A mudança tem como objetivo atualizar a proteção contra as variantes mais recentes do coronavírus e poderá afetar os imunizantes aplicados nos próximos meses. Mas quem precisará tomar a nova vacina? As doses atuais deixam de valer? O Resumo explica.
Quem precisar se vacinar contra a covid-19 nos próximos meses encontrará um imunizante atualizado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nova norma que determina mudanças na composição das vacinas utilizadas no país para acompanhar as variantes mais recentes do coronavírus.
A medida foi oficializada por meio de uma Instrução Normativa publicada no Diário Oficial da União e busca melhorar a resposta imunológica da população diante da evolução do vírus.
Apesar da atualização, quem já recebeu doses anteriormente não precisa entrar em pânico. A mudança faz parte do processo natural de adaptação das vacinas, semelhante ao que ocorre todos os anos com a vacina contra a gripe.
O que mudou nas vacinas contra a covid?
A principal alteração é que as novas vacinas deverão ser monovalentes, ou seja, desenvolvidas para oferecer proteção direcionada contra uma única linhagem predominante do coronavírus em circulação.
Segundo a Anvisa, a variante LP.8.1 passa a ser o antígeno preferencial utilizado na fabricação das novas doses.
Também poderão ser utilizadas variantes derivadas da cepa JN.1, como XFG e NB.1.8.1, desde que demonstrem ampla capacidade de neutralização do vírus.
Por que a vacina precisa ser atualizada?
Assim como outros vírus respiratórios, o SARS-CoV-2 sofre mutações ao longo do tempo.
Quando novas variantes passam a circular com maior frequência, atualizar a composição das vacinas ajuda o organismo a produzir anticorpos mais eficazes contra essas versões mais recentes do vírus.
Segundo a Anvisa, registros recentes continuam apontando casos de síndrome gripal associados à covid-19, reforçando a importância de manter a vacinação atualizada.
Quem já tomou vacina precisa receber tudo novamente?
Não.
A atualização da fórmula não significa que toda a população precisará reiniciar o esquema vacinal.
As futuras orientações sobre quem deverá receber as novas doses continuarão sendo definidas pelo Ministério da Saúde, conforme idade, fatores de risco e campanhas de vacinação.
As vacinas atuais deixam de valer imediatamente?
Também não.
A Anvisa determinou um período de transição.
As vacinas produzidas e distribuídas antes da nova norma poderão continuar sendo utilizadas por até nove meses.
Após esse prazo, elas deixarão de ser utilizadas no país.
A vacina continua protegendo contra casos graves?
Sim.
Especialistas destacam que a atualização busca aumentar a proteção contra variantes recentes, mas as vacinas continuam sendo uma das principais ferramentas para reduzir o risco de hospitalizações, complicações e mortes causadas pela covid-19.
Quando as novas vacinas começam a ser utilizadas?
A atualização entra em vigor imediatamente para novos processos de fabricação.
Já as doses atualmente disponíveis poderão continuar sendo aplicadas durante o período de transição estabelecido pela Anvisa.
Conforme os estoques forem sendo renovados, as novas versões passarão a substituir gradualmente os imunizantes anteriores.
O que muda para quem vai se vacinar?
Na prática, quem precisar receber uma dose contra a covid-19 nos próximos meses poderá encontrar uma vacina atualizada para oferecer proteção contra as variantes atualmente predominantes.
A recomendação continua sendo seguir o calendário de vacinação definido pelas autoridades de saúde.
O que motivou a decisão?
Segundo a Anvisa, a atualização acompanha a evolução do coronavírus e segue recomendações técnicas para manter a eficácia das vacinas diante das novas variantes.
A decisão foi aprovada durante a 12ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada da agência e publicada oficialmente no Diário Oficial da União.