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Home Justiça

Mendonça proíbe CPMI do INSS de acessar dados de Vorcaro em sala-cofre

Por Otávio Gois
17 de março de 2026
em Justiça
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu nesta segunda-feira (16) a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS de acessar novos dados sigilosos do banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão impacta diretamente o andamento das investigações e a gestão de informações sensíveis em comissões parlamentares no cenário nacional. O Resumo explica e descomplica para você.

STF veta acesso da CPMI a dados sigilosos

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (16) a proibição do acesso da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS a novos dados da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Com a decisão, os dados que estavam armazenados em uma sala-cofre da CPMI, localizada no Senado, deverão ser imediatamente devolvidos à Polícia Federal (PF) para reavaliação.

O que isso muda na prática: Esta medida visa garantir a integridade das investigações e a proteção de informações privadas, reforçando o controle do Poder Judiciário sobre o manuseio de provas sensíveis por comissões parlamentares.

Vazamento de informações privadas motivou a decisão

A determinação de Mendonça surge após o próprio ministro ter determinado a abertura de um inquérito para investigar o vazamento de conversas privadas entre Daniel Vorcaro e sua ex-namorada, ocorrido recentemente.

Na decisão, Mendonça estabeleceu que, a partir de agora, ninguém poderá ter acesso ao material armazenado na sala-cofre. Ele determinou que a Polícia Federal, em colaboração interinstitucional com a presidência da CPMI do INSS, retire todos os equipamentos para realizar uma nova e detida separação dos dados existentes. A CPMI não poderá ter acesso a conteúdos sobre a vida privada de Vorcaro, sendo a seleção do material de responsabilidade da PF.

O que isso muda na prática: Este veto reitera a importância da salvaguarda da privacidade em investigações, mesmo com quebra de sigilo, e estabelece um precedente para o rigor na gestão de informações sensíveis por comissões parlamentares.

Mendonça assume relatoria e reverte decisão anterior

No mês anterior, o ministro André Mendonça assumiu a relatoria do inquérito do Banco Master, sucedendo o ministro Dias Toffoli, que deixou o caso.

Uma de suas primeiras medidas foi justamente devolver à CPMI do INSS o acesso à quebra de sigilo de Daniel Vorcaro, permissão que havia sido vetada por Toffoli.

Após essa liberação, mensagens íntimas trocadas entre Vorcaro e a modelo Martha Graeff, sua ex-namorada, foram vazadas na imprensa e nas redes sociais. Essas conversas foram obtidas dos celulares do banqueiro, apreendidos pela Polícia Federal.

O incidente levou André Mendonça a ordenar a abertura do inquérito para investigar os responsáveis pelo vazamento, enfatizando que o compartilhamento dos dados com a comissão não autoriza a sua divulgação pública.

O que isso muda na prática: A alternância de relatoria e a subsequente revogação de acesso destacam a complexa dinâmica e as tensões entre os poderes Judiciário e Legislativo na condução de investigações de alta repercussão nacional, priorizando a proteção de dados e a legalidade dos procedimentos.

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