O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Trustee DTVM e da Banvox DTVM nesta quinta-feira (3). As duas distribuidoras, ligadas ao entorno do Banco Master, administravam fundos citados na Operação Carbono Oculto, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e crime organizado. A medida é um novo desdobramento em apurações delicadas do mercado financeiro.
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Graves violações motivaram a liquidação
A decisão do Banco Central foi baseada em “graves violações às normas legais” que regem as instituições. A Trustee era a principal administradora dos fundos da Master Asset Management, divisão de gestão de recursos do grupo Banco Master. Maurício Quadrado, ex-executivo do Banco Master, e Nelson Tanure são associados ao negócio.
Trustee e Banvox contestam decisão
As empresas contestaram a liquidação, afirmando não haver irregularidades em suas operações ou violações às normas. Declararam surpresa com a medida, alegando falta de notificação prévia e que seus executivos não foram incluídos na denúncia do Ministério Público na Operação Carbono Oculto.
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Histórico da Trustee nas investigações
A Trustee já estava no radar da Operação Carbono Oculto desde 2025. Em maio de 2026, a Operação Fluxo Oculto, fase anterior, ampliou o cerco sobre fundos e empresas financeiras suspeitas de ocultar patrimônio de desvio de nafta petroquímica e adulteração de combustíveis. A Trustee DTVM era custodiante dos principais fundos com bloqueios judiciais e havia renunciado à administração de fundos investigados.
Consequências da liquidação extrajudicial
Com a liquidação, Trustee e Banvox cessam imediatamente as operações, passando a regime especial do Banco Central. A autoridade monetária também tornou indisponíveis os bens dos controladores e ex-administradores para preservar o patrimônio. As investigações prosseguirão, e sanções administrativas poderão ser aplicadas, com informações encaminhadas a outros órgãos.