A Polícia Federal (PF) detalhou gastos do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, com itens de luxo e reformas de imóveis, pagos por terceiros. As informações fazem parte de um inquérito que apura a relação de Castro com a refinaria Refit, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro e outros crimes.
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Detalhes da investigação contra Cláudio Castro
O relatório da PF embasou uma segunda busca e apreensão contra o ex-governador. A investigação foca em despesas como caviar, adega e reforma de imóveis, que teriam sido custeadas por terceiros ou em nome deles. Entre os crimes apurados estão gestão fraudulenta e temerária, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e delitos contra a ordem econômica na comercialização de combustíveis. O sigilo do caso foi revogado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ligações com a refinaria Refit
A apuração da PF indica que o contato entre Cláudio Castro e o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, e sua equipe, iniciou em outubro de 2020, apenas dois meses após Castro assumir o governo. O ex-governador teria se envolvido pessoalmente com demandas da refinaria em órgãos estaduais, conforme diálogos com o advogado Marcos Joaquim Alves, associado à Refit. Mensagens mostram Castro afirmando “Eu toco por aqui” em relação à regularização fiscal da empresa em abril de 2025 e chamando Magro de “amigo” em maio de 2025.
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Defesa do ex-governador
Em nota, a defesa de Cláudio Castro negou qualquer