Sergio Zimerman, fundador da Petz, expressou indignação com a possibilidade de anulação do relatório da Polícia Federal sobre conversas entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O empresário defendeu que a população deve ir às ruas caso a investigação seja invalidada, classificando as mensagens como “estarrecedoras”.
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Reação à anulação da investigação
Zimerman, que atualmente preside o conselho do Grupo Petz Cobasi, fez as declarações em 2 de setembro de 2026, durante o Fórum Negócios Brasil, em São Paulo. Ele criticou a ação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pediu a anulação do relatório da PF. “Se acontecer de não dar em nada, vamos para a rua. Vamos para a rua acabar com a sem-vergonhice. Estão roubando o Brasil”, afirmou, sendo aplaudido de pé.
Argumentos da Procuradoria-Geral da República
O procurador-geral Paulo Gonet argumentou que o ministro André Mendonça, do STF, teria se valido da polícia para “impor a investigação” de Moraes, exercendo atividades que não lhe cabiam. Segundo Gonet, “ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais”, justificando o pedido de nulidade do caso. Zimerman questionou a lógica de anular um processo por questões de rito, mesmo diante dos fatos revelados.
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Contexto e desdobramentos futuros
O empresário lembrou que não é a primeira vez que processos são anulados no Brasil por questionamentos sobre procedimentos, citando casos de “descondenação” por falhas no rito processual. A postura de Zimerman reflete a preocupação com a integridade das investigações e a resposta da sociedade diante de possíveis anulações que possam gerar impunidade. O desdobramento do pedido de anulação da PGR será acompanhado de perto pela opinião pública e pelo setor empresarial.