O Brasil pode estar à beira de uma **crise de crédito** no mercado **imobiliário**, alerta André Freitas, CEO da Hedge Investments. Segundo o gestor, os **juros elevados** no país estão elevando os custos de imóveis, sem o devido acompanhamento nos preços de venda ou aluguel, gerando um cenário de prejuízo e potencial **inadimplência**.
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## Juros altos impulsionam inadimplência
Freitas explica que a dívida imobiliária cresce a taxas de 15% a 17% ao ano, um patamar insustentável para repasse ao consumidor. Essa dinâmica leva ao aumento da inadimplência, forçando bancos a restringir a oferta de crédito e a fazer provisões.
## Impacto na oferta de crédito e na economia
A **redução do crédito bancário** diminui o dinheiro em circulação na economia, impactando diretamente a capacidade de compra de imóveis. Este ciclo vicioso, segundo o executivo, cria um “caos perfeito” para o mercado imobiliário.
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## Crítica à meta de inflação de 3%
O CEO da Hedge Investments critica a **meta de inflação de 3%** ao ano, classificando-a como “inatingível” e uma “armadilha” herdada. Ele aponta que, em 27 anos de regime de metas, a inflação ficou abaixo de 4% em apenas três ocasiões: 2006 (3,14%), 2017 (2,95%) e 2018 (3,75%). Manter essa meta irrealista, segundo Freitas, amarra a **política econômica** e força juros altos que paralisam o país.
A discussão sobre a meta de inflação e a política de juros permanece central para a estabilidade do mercado imobiliário e a saúde financeira dos consumidores brasileiros.