A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal manteve a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala de trabalho 6×1. A base governista contornou a obstrução da oposição, garantindo a análise do texto na sessão desta quarta-feira (2).
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Votação e manobra regimental
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, solicitou um pedido de vistas, que normalmente adiaria a votação. No entanto, o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), aliado do governo, concedeu um intervalo de apenas uma hora. Essa medida permitiu que a análise do relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM) prosseguisse, frustrando a estratégia oposicionista.
Detalhes da PEC e críticas da oposição
A PEC propõe a redução da jornada de trabalho sem corte salarial, com um período de transição. O relator Omar Aziz rejeitou 36 emendas, mantendo o texto aprovado na Câmara dos Deputados.
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A oposição, liderada por Rogério Marinho, criticou a proposta, chamando o debate de “burro, leviano e incompetente”. Marinho também questionou a prioridade dada a esta PEC em detrimento de sua própria proposta sobre a CLT.
Defesa do governo e estratégia política
Senadores bolsonaristas, prevendo desgaste eleitoral, delegaram o embate a colegas sem candidatura este ano. O governo defende a PEC, destacando a aprovação majoritária na Câmara dos Deputados. O relator Omar Aziz lembrou que 60 deputados do PL votaram a favor da mudança na Câmara.
Próximos passos da proposta
A aprovação na CCJ é a penúltima etapa para a proposta. Após passar pela comissão, a PEC seguirá para votação no plenário do Senado.