O Banco Central (BC) anunciou que o endividamento das famílias brasileiras atingiu um patamar historicamente alto, levando à preparação de novas medidas para o mercado de crédito. As ações visam tornar a oferta de crédito mais sustentável e transparente, impactando diretamente linhas como cartão e empréstimos pessoais.
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Novas regras e foco
As medidas, conforme a ata do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do BC, buscam o reconhecimento rápido de riscos e o acúmulo gradual de capital. O diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, detalhou que o foco será no cartão de crédito e no crédito não consignado, com ênfase na transparência.
Cenário de risco e inadimplência
O BC alertou que o comprometimento da renda das famílias está no maior nível da série histórica, impulsionado por modalidades de crédito mais caras. A inadimplência no crédito livre, que inclui cartão e financiamento de veículos, alcançou 6,4% em julho, o pico desde 2011, subindo para 7,8% entre pessoas físicas.
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Preocupação com apostas e fundos
Além do crédito tradicional, o Banco Central expressou preocupação com o papel das plataformas de apostas (bets) no aumento do endividamento familiar. No mercado de capitais, há atenção a estruturas complexas de fundos que dificultam a avaliação de riscos.
O cenário exige cautela e diligência adicionais do mercado, e as novas regulamentações do BC devem ser acompanhadas de perto pelos consumidores para entender as mudanças na oferta de crédito.