📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- A Embrapa entregou propostas de agricultura sustentável a candidatos para as próximas eleições.
- O documento defende mais investimento em ciência, tecnologia e inovação no setor agrícola.
- A agenda visa fortalecer o agronegócio, que representa 25% do PIB, e enfrentar desafios climáticos.
- Prioridades incluem segurança alimentar, bioeconomia e transição energética.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou recomendações de políticas sustentáveis para o setor agrícola, direcionadas a candidatos nas próximas eleições. O objetivo é guiar futuras gestões na ampliação de investimentos em ciência e tecnologia, essenciais para a competitividade e sustentabilidade do agronegócio brasileiro.
O agronegócio em números
O setor agropecuário é estratégico para o Brasil, contribuindo significativamente para a economia e segurança alimentar. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio atingiu R$ 3,2 trilhões, representando 25% do PIB nacional. O setor empregou 28,4 milhões de pessoas e foi responsável por US$ 169,2 bilhões em exportações, quase metade do total do país. A Embrapa calcula que cada real investido em suas pesquisas gera um retorno de R$ 27,12 para a sociedade.
Seis pilares para o futuro
A agenda da Embrapa destaca seis temas cruciais para a agricultura brasileira:
- Segurança alimentar e nutricional;
- Agricultura sustentável e resiliência climática;
- Bioeconomia e desenvolvimento sustentável;
- Transição energética e bioenergia;
- Desenvolvimento territorial e inclusão produtiva rural;
- Transformação digital no campo.
A publicação alerta que a falta de investimento contínuo em pesquisa e inovação aumenta a dependência de insumos importados e a exposição a choques. A demora em ações climáticas pode custar R$ 17,1 trilhões à economia até 2050, segundo projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Potencial sustentável e digital
O Brasil tem potencial para ser referência global em produção sustentável e de baixa emissão de carbono. Ampliar investimentos em bioenergia, biocombustíveis e bioinsumos pode expandir a participação do país na economia de baixo carbono. A transformação digital, com inteligência artificial e Internet das Coisas, também é vista como essencial para a modernização do setor, exigindo maior conectividade rural.
Papel dos governantes
A Embrapa orienta que o Poder Executivo foque em uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável e competitividade. Já o Legislativo deve garantir as condições institucionais, regulatórias e orçamentárias para a estabilidade das políticas públicas e a previsibilidade de investimentos de longo prazo no agronegócio.
As propostas da Embrapa visam subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas, buscando assegurar um futuro mais resiliente e inovador para a agricultura brasileira.