O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu novas regras para o uso de deepfakes nas eleições de 2026, buscando combater a desinformação. A decisão, motivada por um caso envolvendo uma imagem de Jair Bolsonaro gerada por inteligência artificial, visa orientar eleitores e campanhas sobre o que é permitido e como identificar conteúdos falsos.
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O que o TSE considera deepfake
Para fins eleitorais, o TSE define deepfake como conteúdo realista, produzido ou manipulado por inteligência artificial, que cria, reproduz ou altera imagem, voz ou manifestação de uma pessoa. Não se enquadram avatares estilizados, desenhos, caricaturas sem realismo, nem ajustes de imagem/som ou elementos gráficos simples.
Quando o deepfake é proibido nas eleições
A proibição de deepfakes aplica-se quando o conteúdo é caracterizado como propaganda eleitoral. As regras já vetam o uso para favorecer ou prejudicar candidaturas. Contudo, o uso de inteligência artificial em campanhas não é totalmente proibido, desde que o conteúdo gerado ou manipulado pela tecnologia seja devidamente identificado.
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Como identificar conteúdo falso de IA
Especialistas alertam que os sinais tradicionais de manipulação, como falhas de sincronia labial ou alterações faciais, são cada vez mais difíceis de detectar. Recomenda-se verificar a origem do conteúdo, quem publicou e se veículos confiáveis também divulgaram a informação. Desconfie de frases que criam urgência, como “compartilhe agora”, e de conteúdos que apenas confirmam seus vieses políticos.
O que fazer ao desconfiar de um deepfake
A principal orientação é não compartilhar o conteúdo antes de checá-lo. Pesquise a origem da imagem ou vídeo, use a busca reversa e consulte canais oficiais do TSE, Agência Lupa ou outros verificadores de fatos. Para mais detalhes sobre as normas, consulte o site oficial do TSE. A evolução dos deepfakes exige cautela para não minar a confiança em informações verdadeiras.