O tradicional bloco Galinho de Brasília levou a folia pernambucana às ruas da capital federal nesta segunda-feira (16), unindo 34 anos de frevo à paixão pelo futebol e já de olho na Copa de 2026. Com a expectativa de atrair mais de 100 mil foliões, o evento promete resgatar a alegria nacional. O Resumo explica e descomplica para você.
Frevo e Futebol: A União Pelo Hexa
Com o tema “Galinho na Copa: Frevando rumo ao Hexa”, o bloco buscou reacender o fervor esportivo em meio à festa. A Orquestra Marafreboi, sob a regência do maestro Fabiano Medeiros, e a Orquestra do Galinho, liderada pelo maestro Ronald Albuquerque, foram as responsáveis por embalar os foliões. O diretor administrativo do bloco, Sérgio Brasiel, enfatizou a proposta de resgatar a essência do carnaval de Pernambuco e a antiga paixão brasileira pelo futebol.
O que isso muda na prática: Essa fusão cultural proporciona uma experiência única para os foliões, que celebram não só a rica tradição do frevo, mas também o espírito esportivo, criando um ambiente de união e expectativa para a Copa do Mundo. É uma forma de manter vivas duas paixões nacionais, oferecendo um entretenimento com significado cultural e social.
Tradição Pernambucana Refugiada em Brasília
A servidora pública pernambucana Damísia Lima, 52 anos, que reside há 21 anos em Brasília, expressa seu orgulho pela cultura de Olinda e vê o Galinho como um refúgio para manter suas raízes e sotaque. A professora Célia Varejão, foliã assídua que vestia uma camiseta da edição de 1995 do bloco, também reforça a importância de preservar a essência popular do carnaval e do futebol. Ela criticou os altos preços em estádios, como na final da Supercopa em Brasília, por desvirtuarem o caráter popular do esporte.
O que isso muda na prática: A manutenção da tradição pernambucana em Brasília garante que a riqueza cultural do frevo seja acessível e valorizada longe de seu berço. Ao preservar a essência popular do carnaval, como defendido por Célia Varejão, o bloco oferece aos moradores da capital uma autêntica experiência carnavalesca e um elo com suas origens ou com a cultura nordestina, afastando-se da elitização de outros eventos.
Superando Desafios e Garantindo a Segurança
A organização do evento enfrentou burocracias, com Sérgio Brasiel revelando que todo o planejamento, que idealmente levaria meses, foi concluído em apenas 15 dias. Contudo, a alegria dos foliões validou o esforço. Quanto à segurança, Damísia Lima elogiou a tranquilidade do carnaval de Brasília, preferindo-o ao Galo da Madrugada de Pernambuco por ter menos pessoas e permitir maior aproveitamento da festa. O servidor público Benedito Cruz Gomes, 47 anos, que frequenta o Galinho há 30 anos com a esposa e filhas, descreve-o como um “espaço livre para brincadeiras” familiares. O produtor de café Guilherme Fontes, 48 anos, de Viçosa (MG), também relembrou as primeiras edições do bloco.
O que isso muda na prática: Apesar dos entraves burocráticos, a dedicação dos organizadores garante a continuidade da festa, essencial para a cultura local. Para o folião, a maior segurança e o ambiente mais tranquilo em Brasília, em comparação com os blocos originais de Pernambuco, tornam o Galinho uma opção ideal para famílias e para quem busca uma folia mais acessível e prazerosa, fortalecendo a confiança no evento.