O tradicional Bloco Bafo da Onça, um dos maiores ícones do Carnaval de rua carioca, celebrou seus 70 anos de fundação com um desfile histórico no dia 16 de fevereiro de 2026, uma segunda-feira de Carnaval. Pela primeira vez, o cortejo ocupou as ladeiras de Santa Teresa, no Centro do Rio de Janeiro, marcando um novo capítulo para a agremiação e para a cultura popular da cidade. O Resumo explica e descomplica para você.
Bafo da Onça Completa 70 Anos e Desfila em Santa Teresa
– O Bloco Bafo da Onça realizou seu desfile de 70 anos em 16 de fevereiro de 2026, segunda-feira de Carnaval. – O cortejo ocupou as ladeiras de Santa Teresa, no Centro do Rio de Janeiro, pela primeira vez. – A agremiação estreou uma bateria com mais de 100 ritmistas. – O presidente Roberto Saldanha, conhecido como Capilé, descreveu a mudança como um “retorno às origens”. – Rafa Manso, integrante do bloco, expressou a alegria de desfilar em Santa Teresa, contrastando com anos anteriores na Avenida Chile.
O que isso muda na prática: A histórica mudança para Santa Teresa revitaliza a experiência do bloco, ao mesmo tempo em que reforça a ocupação de espaços tradicionais do Rio de Janeiro pelo carnaval de rua, fomentando o engajamento comunitário e atraindo turistas.
Sete Décadas de História e Tradição Carioca
– Fundado em 1956, em um botequim no bairro Catumbi, por Sebastião Maria (Tião Maria), o Bafo da Onça é o segundo bloco em atividade mais antigo do Rio de Janeiro, atrás apenas do Cordão do Bola Preta. – Durante suas sete décadas de existência, consolidou-se como símbolo inconfundível do carnaval de rua e da rica cultura popular carioca. – Roberto Saldanha, o Capilé, lidera a agremiação há mais de 50 anos. – Chelen Verlink, Rainha do Bafo da Onça, acompanha o bloco desde os 13 anos, exemplificando a longevidade e o vínculo familiar da comunidade com a agremiação.
O que isso muda na prática: A história de sete décadas do Bafo da Onça e a liderança dedicada de figuras como Roberto Saldanha são cruciais para a preservação de um patrimônio cultural vibrante do Rio, garantindo a memória e a essência do carnaval de rua para futuras gerações.
Parcerias Estratégicas e Reconstrução
– A celebração dos 70 anos marcou a superação de um incêndio que atingiu a sede do bloco em 2020, destruindo instrumentos e parte do acervo. – A agremiação estreou uma nova bateria, equipada com instrumentos adquiridos por meio de emenda parlamentar, simbolizando a fase de reconstrução. – Uma parceria inédita com o tradicional grupo Cacique de Ramos, estabelecida em 2025 no evento Mergulho da Onça, fortaleceu o cortejo. – Roberto Saldanha ressaltou a irmandade entre os blocos, desmistificando rivalidades históricas. – Foliões como Luana Brito, de 31 anos, que viajou de Bangu (Zona Oeste) para o desfile, celebraram a união, prevendo maior público e valorização dos blocos tradicionais.
O que isso muda na prática: A união entre blocos tradicionais não apenas enriquece o espetáculo do carnaval de rua, mas também estabelece um modelo de cooperação cultural que pode revitalizar e atrair mais apoio e público para celebrações populares em todo o Brasil.