O Centro de São Paulo pulsou com a energia do carnaval de rua neste domingo (11 de fevereiro), embalado por ritmos nordestinos como Axé e Forró. Milhares de foliões tomaram as ruas, vivenciando experiências diversas que marcaram a celebração na capital paulista, um dos maiores eventos do país. O Resumo explica e descomplica para você.
Carnaval no Centro de SP: Ritmos e Folia Garantida
– O circuito de blocos da República teve desfiles tranquilos neste domingo (11 de fevereiro).
– Ritmos nordestinos como Axé e Forró embalaram a festa.
– Os blocos Domingo Ela Não Vai e Explode Coração foram os grandes puxadores do circuito.
– Observou-se boa mobilidade e facilidade de acesso para os foliões, apesar do grande público.
O que isso muda na prática: A organização e a escolha dos blocos permitem uma experiência mais confortável e segura para quem busca curtir o carnaval no coração da cidade, com foco na música e na interação.
A Experiência dos Foliões: Alegria e Alertas
– Luma Gregória, estudante de jornalismo, destacou o ambiente alegre e tranquilo, ideal para brincar com família e amigos.
– Ela mencionou a preferência por blocos menores e evitou megablocos, citando uma experiência negativa de aglomeração excessiva na Consolação no pré-carnaval.
– Os planos de Luma incluíam a Charanga do França na segunda-feira e outros blocos de rua na terça-feira, buscando experiências com mais espaço.
O que isso muda na prática: A busca por blocos menores e mais organizados reflete uma tendência de foliões que priorizam segurança e conforto, influenciando o perfil dos eventos de rua e as escolhas de lazer no carnaval da cidade.
Bloco Afro Tô na Rua: Axé e Resistência ao Sol
– O Bloco Afro Tô na Rua desfilou na Avenida São Luiz, próximo à Consolação, enfrentando o sol das 14h.
– A banda do trio elétrico contava com duas baterias, um percussionista no atabaque, guitarra, baixo e teclado, todos acompanhando o axé.
– Os vocalistas Lia, Paula e Marcos animaram o público com muita energia.
– No local, o ritmo diminuía e as pessoas dançavam, circulando entre os blocos e começando a dispersão, aproveitando bares e restaurantes que normalmente estariam fechados aos domingos.
O que isso muda na prática: Estes blocos tradicionais, com sua estrutura musical robusta, são pilares culturais do carnaval paulistano, oferecendo uma experiência autêntica e vibrante que movimenta o comércio local mesmo em pontos de dispersão.
Reflexões sobre a Tradição e os Megablocos
– As irmãs Estela e Josy Madeira foram entrevistadas próximo à Biblioteca Mário de Andrade, recuperando o fôlego.
– Estela, bibliotecária e ex-funcionária da Mário de Andrade, notou um esvaziamento nos blocos mais tradicionais do Centro, atribuindo-o aos megablocos.
– Elas compararam o cenário atual com o carnaval na Tiradentes e os desfiles para dezenas de milhares de pessoas na Consolação e Ibirapuera.
– Mencionaram a participação em blocos como Bollywood e Perdi Tudo na Augusta no dia anterior, e o Esfarrapado, que desfila desde 1947 no Bixiga com sambas da Vai-Vai, como uma tradição.
O que isso muda na prática: A evolução do carnaval de rua paulistano, com a ascensão dos megablocos, reconfigura a dinâmica dos eventos, levando foliões a buscarem diferentes tipos de experiências e impactando a participação em blocos menores e mais antigos. Isso molda o perfil econômico e cultural das diversas regiões da cidade durante a festa.
SP Forró: A Vibe Nordestina no Fim da Tarde
– Por volta das 15h, o Bloco SP Forró iniciou seu desfile na República, atraindo um público pequeno, mas animado.
– Juarez Martins dos Anjos, arte-educador e escultor baiano, e Ana Freire, paraibana e professora de música, puxavam o bloco vestidos de Lampião e Maria Bonita.
– O bloco, organizado pelo amigo e produtor cultural Zé da Lua, já tem seis anos de apresentações no carnaval e se apresenta durante o ano com o Trio da Lua.
O que isso muda na prática: A diversidade de ritmos e a presença de blocos como o SP Forró enriquecem a oferta cultural do carnaval, atraindo diferentes públicos e mantendo vivas as tradições regionais dentro de um contexto urbano.